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Turquia recebe primeiros migrantes deportados após acordo com EU

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Pela manhã, uma balsa saiu de Chios com 66 pessoas, a maioria afegãos – foto – reprodução

A primeira leva de migrantes e refugiados retidos na Grécia após cruzarem ilegalmente o mar Egeu foi mandada de volta para a Turquia na manhã desta segunda-feira (4), no primeiro dia em vigor do acordo de deportação firmado entre Ancara e a União Europeia.

Dois barcos levando ao todo 131 pessoas saíram da ilha grega de Lesbos rumo ao porto turco de Dikili. A maioria é oriunda do Paquistão e de Bangladesh, informou uma porta-voz da Frontex, a agência de vigilância de fronteiras externa da UE.

A previsão é que um total 250 migrantes e refugiados deixem Lesbos durante esta segunda-feira, e outros 250 partam de outra ilha, Chios, rumo à Turquia. Pela manhã, uma balsa saiu de Chios com 66 pessoas, a maioria afegãos.

Em Lesbos, moradores fizeram protestos contra a operação, com faixas escritas “Turkey is not safe” (A Turquia não é segura), em referência às incertezas sobre qual será o destino dos deportados quando chegarem a território turco.

Pelo pacto firmado entre a UE e o governo turco, todos os migrantes e refugiados que chegaram à Grécia pelo mar Egeu desde o dia 20 de março serão reconduzidos à Turquia, mas antes terão direito a pedir asilo em território grego. Segundo estimativas do governo da Grécia, cerca de 5.000 pessoas fizeram a travessia desde o dia 20. No total, há mais de 50.000 refugiados em solo grego, contando os que chegaram antes dessa data.

Ainda pelo que foi definido no acordo, para cada refugiado mandado de volta à Síria um outro será reassentado legalmente em um país da UE -é o chamado princípio do “um por um”. Para essa troca haverá um teto de 72.000 refugiados. Enquanto ocorria o embarque em Lesbos, um grupo de 16 sírios vindos da Turquia desembarcou no aeroporto de Hannover, 280 km a oeste de Berlim. Outros 16 deveriam chegar na tarde desta segunda (4).

Os refugiados ficarão temporariamente num abrigo na cidade e, depois, serão distribuídos entre os países-membros do bloco além da Alemanha, França, Finlândia e Portugal devem ser os primeiros a receber esse contingente.

 

Por Folhapress

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