Dia a dia

Túnel é encontrado durante revista no Complexo Penitenciário Anísio Jobim

 

o - foto: arquivo EM TEMPO

o – foto: arquivo EM TEMPO

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) iniciou um procedimento de revista no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) regime semiaberto na manhã desta sexta-feira (4). Na ação, um túnel de aproximadamente 1 metro de profundidade e 15 metros de extensão que dava acesso ao Compaj regime fechado foi encontrado por agentes da Seap e policiais militares do Comando de Policiamento Especializado (CPE).

Durante o procedimento, presos do regime semiaberto que tentavam esconder a área onde estava o túnel tentaram reagir contra os policiais da Seap e encurralar as equipes no pavilhão. Um deles estava com uma pistola PT. 40 de uso exclusivo das forças policiais. Com a necessidade de reação dos agentes da Seap, o interno José Inácio da Silva Souza foi ferido na parte posterior da coxa, próximo ao quadril, com um tiro. A Seap providenciou apoio médico ao rapaz, que foi atendido no local e será encaminhado ao Pronto Socorro.

Túnel Compaj

A entrada do túnel estava escondida embaixo de uma caixa d’água no Pavilhão C do presídio, ao lado do muro do Compaj fechado. foto: divulgação

A ação foi comandada pela Coordenação do Sistema Penitenciário (Cosipe) após o Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen) conseguir informações que apontavam a construção do túnel. Segundo o secretário de Estado, Pedro Florêncio, o procedimento de revista foi realizado com o objetivo de desarticular o plano.

“Nós tínhamos informações de que o túnel estava sendo construído de fora para dentro do regime fechado. Nós já desarticulados dois túneis que também seriam utilizados para fuga e agora os presos do regime semiaberto, com ordens de lá de dentro, estavam fazendo uma nova saída”, explicou.

Florêncio informou ainda que o apoio do CPE, com a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e o Batalhão de Choque da PM, se fez necessário após a tentativa de reação dos presos que atiraram pedras contra a equipe da Seap e estavam com arma de fogo. “Nós solicitamos apoio devido a essa reação que não era esperada”, ressaltou o secretário que acompanhou o procedimento.

A Seap está trabalhando na escavação para determinar a profundidade e o tamanho da área.

 

Com informações da assessoria de imprensa

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