Eleições 2016

TSE e Receita lançam cartilha sobre tributação

Compêndio foi criado pela Justiça Eleitoral em parceria com a Receita para auxiliar partidos e candidatos - foto: divulgação

Compêndio foi criado pela Justiça Eleitoral em parceria com a Receita para auxiliar partidos e candidatos – foto: divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Receita Federal do Brasil (RFB) lançaram a cartilha “As eleições, os candidatos, os trabalhadores e a Receita Federal”, que orientará partidos políticos e candidatos que vão concorrer nas eleições de 2016, sobre procedimentos básicos de atendimento às normas estabelecidas pela legislação fiscal.

A publicação apresenta, de forma clara, didática e objetiva, exemplos práticos abrangendo as principais determinações legais sobre o tema no sentido de facilitar o cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias e acessórias. O material está disponível no portal da Receita Federal na internet.

Cooperação

Na última quinta-feira (8), o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, e o secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, formalizaram, por meio da assinatura de uma portaria conjunta, o apoio institucional da Receita nas atividades de verificação das contas de candidatos e partidos políticos nas eleições 2016. O acordo prevê que o TSE encaminhe à RFB a relação de candidatos, partidos políticos, fornecedores e prestadores de serviços de campanha eleitoral com indícios preliminares de irregularidade nas prestações de contas.

De posse desses dados, a Receita fará a análise com base em outros elementos de natureza fiscal, com objetivo de apoiar o tribunal na qualificação de indícios que caracterizem, por exemplo, despesas de campanha em valores superiores aos legalmente permitidos, fornecedores ou prestadores de serviço sem capacidade operacional e utilização de “laranjas” na contratação de fornecedores ou prestadores de serviço. Concluída a análise e identificados indícios de infração à legislação eleitoral, a Receita encaminhará ao TSE as informações para subsidiar os procedimentos de julgamento das prestações de contas.

Durante a solenidade, o ministro Gilmar Mendes disse “ser necessário que a prestação de contas deixe de ser um ‘faz de conta’. Por isso estamos firmando convênios com o Tribunal de Contas da União, que já nos trouxe as primeiras informações, e agora com a Receita Federal, que vai fazer também batimentos, verificações e checagens”.

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