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Trump divulga nomes de sua equipe de política externa caso seja eleito

Trump disse que em breve revelará mais nomes de sua eventual equipe - foto: divulgação

Trump disse que em breve revelará mais nomes de sua eventual equipe – foto: divulgação

O candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, revelou uma lista parcial de conselheiros de política externa em entrevista ao jornal ‘The Washington Post’nesta segunda-feira (21), após declarar na semana passada que seu maior consultor sobre política externa era ele mesmo.

A equipe consultiva inclui o especialista em terrorismo Walid Phares, o executivo da indústria de energia Carter Page, o advogado especializado em energia global George Papadopoulos, o ex-inspetor geral do governo Joe Schmitz e o ex-general Keith Kellogg, que seria liderada pelo republicano Jeff Sessions, senador pelo Alabama e que declarou apoio à candidatura de Trump no mês passado.

Trump disse que em breve revelará mais nomes de sua eventual equipe. A maioria deles não é muito conhecida no meio acadêmico de política externa ou nos círculos de especialistas.

Phares disse à agência de notícias Reuters que começou a prestar consultoria a Trump na sexta-feira (18) e não encontrou com o candidato desde o ano passado. Anteriormente ele havia sido conselheiro do ex-candidato republicano à presidência Mitt Romney, que acusou o bilionário de ser uma fraude em recente discurso.

Schmitz foi inspetor do Pentágono durante o mandato de George Bush e trabalhou na Blackwater Worldwide, extinta empresa militar privada norte-americana envolvida nos tiroteios que mataram civis iraquianos em 2007.

Kellogg tem experiência militar e serviu como chefe do escritório de operação da CPA (sigla para Coalition Provisional Authority, governo provisório imposto pelos EUA no Iraque depois das invasões norte-americanas). Atualmente trabalha na CACI International, base de inteligência e consultoria sobre informação tecnológica localizada em Virgínia.

Apesar de Trump criticar duramente a incursão no Iraque, o candidato disse que “não precisa concordar com eles [que organizaram a invasão], mas que precisa ouvir diferentes opiniões”.

Papadopoulos era conselheiro do ex-rival e agora apoiador, Ben Carson. Segundo o Centro de Direito Internacional de Londres, ele é um dos líderes do Centro de Direito e Segurança para Energia Internacional e Recursos Naturais, além de administrador do Capital Energético Global, uma companhia privada de energia.

Sessions, que em fevereiro foi o primeiro senador a apoiar a candidatura de Trump, não é visto como influente na política externa ou na segurança nacional no Congresso norte-americano. Ele não tem papel significativo na Comissão de Relações Exteriores do Senado, embora seja membro do Comitê das Forças Armadas.

Na semana passada, Trump disse em entrevista à rede de notícias MSNBC -que vem pressionando o candidato a nomear sua equipe de política internacional- que confia no seu próprio instinto sobre o tema.

“Eu estou conversando comigo mesmo, o número um, porque eu tenho um cérebro muito bom. Eu sei o que estou fazendo. Meu primeiro consultor sou eu mesmo”, ele disse à MSNBC.

Por Folhapress

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