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Trump deve chegar à convenção republicana sem maioria, diz painel

Quando ninguém obtém a maioria, ocorre a convenção disputada, em que os representantes partidários farão rodadas até definir o candidato - foto: divulgação

Quando ninguém obtém a maioria, ocorre a convenção disputada, em que os representantes partidários farão rodadas até definir o candidato – foto: divulgação

O Partido Republicano deve escolher seu candidato à Casa Branca nos 45 minutos do segundo tempo, após rodadas de votação numa convenção disputada, em julho, em Cleveland (Ohio).

Temido pelo líder Donald Trump e esperança dos rivais Ted Cruz e John Kasich, é esse o cenário previsto por 90% do “Politico Caucus” -painel do site “Politico” com dezenas de articuladores, ativistas e estrategistas eleitorais.

A praxe é que o presidenciável seja escolhido após obter ao menos 1.237 dos 2.472 delegados (representantes do partido) em jogo nas prévias, disputadas nos 50 Estados e nos demais territórios americanos.

Quando ninguém obtém a maioria, ocorre a convenção disputada, em que os representantes partidários farão rodadas até definir o candidato.

Ela funciona assim: os representantes partidários farão rodadas até definir o nomeado. Na primeira, cerca de 5% deles é livre para respaldar quem quiser, e 95% têm de seguir as urnas.

Se o martelo ainda não for batido, essa cota vai aumentando nas rodadas seguintes.

A última convenção do tipo ocorreu há 40 anos, em Kansas City (Missouri). Gerald Ford acabou ganhando de Ronald Reagan, para depois perder do democrata Jimmy Carter na eleição geral.

Os relatos são de dias conturbados. Uma delegada pró-Ford quebrou a perna no meio da algazarra, mas não foi ao hospital porque seu substituto poderia votar em Reagan.

Trump contratou recentemente Paul Manafort, que ajudou Ford à época. Sua missão é conseguir 1.237 delegados e evitar a convenção disputada.

Para Wendy Schiller, professora da Universidade Brown, a cúpula republicana fará o possível para forçar esse cenário, “pois percebe que o nome de Trump pode arruiná-los na eleição geral e ter um efeito cascata na disputa legislativa, custando-lhes a maioria no Congresso”.

Trump -que precisa de cerca de 60% dos votos restantes para vencer- deve ir bem em Estados como Nova York e Pensilvânia. Cruz pode compensar com bons desempenhos em Indiana, Nebraska, Oregon e Washington.

Por Folhapress

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