Dia a dia

Treze são presos no AM por desvios de recursos da saúde, usados para comprar imóveis e veículos de luxo

O dinheiro desviado pela organização criminosa eram utilizados para comprar carros de luxo, mansões, jatinhos e até helicóptero - foto: Diego Janatã

O dinheiro desviado pela organização criminosa eram utilizados para comprar carros de luxo, mansões, jatinhos e até helicóptero – foto: Diego Janatã

Treze pessoas foram presas pela Polícia Federal durante a operação ‘Maus Caminhos’, deflagrada nesta terça-feira (20) em Manaus, outros três estados e no Distrito Federal, com objetivo de desarticular uma organização criminosa que desviava recursos destinado a saúde do Estado.

Além das treze prisões preventivas , quatro pessoas foram pressas temporariamente. Outras duas foram conduzidas coercitivamente e 24 tiveram seus bens bloqueados. O dinheiro desviado pela organização criminosa, que somam R$ 112 milhões, era utilizado para comprar carros de luxo, mansões, jatinhos e até helicóptero.

A ação contou com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), Ministério Público Federal e  Receita Federal, com o efetivo de 185 policiais federais, 35 servidores da CGU e 50 servidores da Receita Federal, que cumpriram mandados em residências e empresa de Manaus, Itacoatiara e Tabatinga (AM), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e São Paulo (SP) e Brasília (DF).

Na capital amazonense, um dos alvos da operação foi a casa do médico e empresário Mouhamad Moustafa, localizada no condomínio de luxo Ephigênio Salles, na Zona Centro-Sul da cidade.

“Estamos somente no início dos trabalhos, a agente só está vendo a ponta iceberg, com certeza o dinheiro desviado é muito maior que R$ 112 milhões. As investigações irão continuar”, disse Marcelo Borges de Souza, chefe da CGU do Amazonas.

Questionado se havia políticos envolvidos no esquema fraudulento, o supreendentemente da PF, Marcelo Rezende, falou que não tem nenhuma pessoa com o foro privilegiado sendo investigada até o momento. “Isso não quer dizer que não possam surgir, pois as investigações irão continuar”, falou Rezende

Investigação

Conforme as investigações da PF, a organização criminosa utilizava o Instituto Novos Caminhos (INC) – entidade sem fins lucrativos – para fugir dos procedimentos licitatórios regulares e permitir a contratação direta de empresas prestadoras de serviços de saúde.

De abril de 2014 a dezembro de 2015, a entidade recebeu mais de R$ 220 milhões para administrar a Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus, Centro de Reabilitação em Dependência Química – CRDQ, em Rio Preto da Eva, e a UPA 24 Horas e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

No entanto, em auditoria inicial realizada pela CGU, surgiram indícios de que o INC contratava as empresas Salvare Serviços Médicos Ltda., Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda (Simea) e Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda. para desviar significativa parcelas desses recursos. Todas comandadas direta ou indiretamente pelo médico e empresário Mouhamad Moustafa.

No curso das investigações, ficou constado que o INC funcionava nas mesmas instalações das empresas contratadas, deixando claro que todas pertenciam ao grupo criminoso.  As investigações também demonstraram que os serviços, na prática, eram praticados com valores muito superiores aos de mercado, existindo casos de pagamentos em duplicidade e de serviços pagos que sequer foram prestados.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, peculato, fraude licitatória e lavagem de capitais.

Por equipe EM TEMPO Online

1 Comment

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  1. Viviane

    20 de setembro de 2016 at 15:53

    Enquanto pessoas como meu sobrinho que esta na UTI precisando fazer uma ressonância magnética teria que esperar ate outubro para fazer, não sei nem que nome dar para estas pessoas egoistas que ja recebem seus salários que nao é pouco e ainda vão roubar. Lamentável!!

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