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Três mil famílias serão indenizadas para continuidade das obras do Corredor Viário do Mindu

Assinatura do repasse de R$ 101 milhões foi feita na tarde de ontem entre o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto e o superintendente regional da Caixa Wellington Lopes da Silva Neto - foto: Mário Oliveira/Semcom

Assinatura do repasse de R$ 101 milhões foi feita na tarde desta sexta-feira (20),  entre o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto e o superintendente regional da Caixa Wellington Lopes da Silva Neto – foto: Mário Oliveira/Semcom

Para dar continuidade às obras de construção do Corredor Viário do Mindu, nos próximos meses a prefeitura de Manaus deverá indenizar cerca de três mil famílias que vivem nas margens do igarapé. O anúncio foi feito pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), por meio da Unidade Executora do Programa e Infraestrutura Urbana e Ambiental de Manaus (UEP/Seminf), na tarde desta sexta-feira (20), durante a assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal.

A desapropriação será nos trechos que se estende a rua Itaeté com as avenidas Autaz Mirim e Brigadeiro Hilário Gurjão, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, até a ponte que da acesso a rua João Câmara, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte da capital. Com a liberação da área, a prefeitura poderá avançar no projeto de recuperação ambiental e requalificação social e urbanística do igarapé do Mindu.

“A partir da próxima semana vamos conversar com as famílias realizando um trabalho de assistência social, com isso pagar uma indenização justa, o chamado ‘custo social’. Só a partir do momento que tivermos concluído o primeiro lote de desapropriações que vamos começar a receber da Caixa o valor financiando dando continuidade as obras”, disse o Prefeito.

Um projeto com investimento inicial de R$ 200 Milhões, assinado em 2007, até hoje só concluiu apenas 39% das obras. O atraso se deve a dificuldade do executivo na retirada das famílias que habitam na área, uma vez que as desapropriações não estavam incluídas no valor das obras.

O investimento da obra gira em torno de R$ 101 milhões de reais, conquistados junto ao Ministério das Cidades. O superintendente regional da Caixa, Wellington Lopes da Silva Neto, explicou que nesse tipo de contrato, em que o recurso vem por meio do fundo de garantia não há risco de a prefeitura não receber a verba, pois ela já está separada, exclusivamente para ser destinada a esse fim.

“A caixa analisou o projeto entregue pela prefeitura e após aprovação a prefeitura pode fazer a licitação que está aguardando para o prazo legal de recurso a ser homologado. Essa liberação é feita de acordo com o avanço da obra e a desapropriação feita da Prefeitura, é um projeto que já foi iniciado em 2007, onde os recursos são feitos através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no qual a prefeitura tem o prazo de até 24 meses de carência para pagar, obra essa que vai beneficiar toda a população”, informou Silva Neto.

Primeira Etapa

A primeira etapa do Corredor Viário do Mindu, localizado na zona Leste, foi entregue no dia 26 de março de 2013. A pista ganhou o nome de Nathan Lemos Xavier de Albuquerque e tem extensão de aproximadamente de 3 km com 10,80 metros de largura, nos dois sentidos da pista, fazendo a ligação viária entre o Parque Linear 2 – que vai da Rua João Câmara até a Avenida Grande Circular, nas proximidades do Igarapé do Mindu – e Avenida das Torres.

A área recebeu serviços de galeria celular dupla, para a transposição do Igarapé do Geladinho e construção de ponte sobre o Igarapé do Goiabinha. A via possui ainda contenção lateral em grama, canteiro central de dois metros e iluminação pública artística, que favorece árvores, arbustos e grama, além de passeios laterais.

Reajuste

“A única coisa que vou romper com o governo do Estado será o contrato. Isso porque quem pagará esse subsídio é a Prefeitura. Hoje entendo que está na hora de fazermos isso, não quero complicar a vida do sistema eu vou pagar as duas cotas todos os meses até se liquidar o débito anterior”, declarou o prefeito a respeito do reajuste do valor da tarifa de ônibus, durante a solenidade de assinatura de convênio com a Caixa.

Segundo ele, a partir do próximo mês serão adotadas uma série de medidas, as quais ele afirmou não poder esperar, por entender as razões do governo do Estado em não pagar o subsídio, por não ter dinheiro em caixa. “Se não ter dinheiro em caixa não tem pagamento, ainda mais em se tratando de uma despesa essencial para a vida dos manauenses que usam ônibus. Queremos evitar o desiquilíbrio de um novo sistema, no qual vejo que não há necessidade de uma nova tarifa”, avaliou.

 

Por Lindivan Vilaça

 

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