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Cinco crianças que estavam desaparecidas voltam para casa

As crianças alegarem em depoimento que estavam cansadas de apanhar dos pais. - Foto: Reprodução

As crianças alegarem em depoimento que estavam cansadas de apanhar dos pais. – Foto: Reprodução

Depois de planejar a própria fuga de casa, as cinco crianças desaparecidas desde a manhã de segunda-feira (14), retornaram das ruas. Luíza Sthefany Castro Castilho,12, Emanuele Régis Martins, 11 e Ícaro Gustavo Alves de Sá, voltaram para suas residências no fim da tarde de desta terça-feira (15) alegando que não aguentavam mais perambular pelas ruas pedindo dinheiro e comida. Já os irmãos João Victor Cavalcante Costa, 10, e Karolyne Cavalcante Costa, 12, foram achados pela madrinha deles, no Centro, que por sua vez, os levou até à Delegacia Especializada em Proteção à criança e ao Adolescente (Depca). O casal de irmãos iria passar a noite desta terça para quarta-feira em um abrigo. 

A titular da (Depca), Juliana Tuma, disse que o caso se trata de uma fuga planejada pelas próprias crianças.  “As crianças já saíram de casa em direção a escola com um plano de fuga. Tudo havia sido combinado um dia antes. O plano era todos ficarem na rua até completar a maioridade, pedindo dinheiro e bolacha nos mercados”.

Ainda conforme Tuma, as denúncias informaram que as crianças foram vistas caminhando por vários bairros como Redenção, Compensa e Alvorada. A delegada também disse que os menores foram vistos tomando banho em um “braço de rio”, na avenida Beira Rio, na Zona Centro-Oeste.

Juliana Tuma classificou o ato como “travessura que mobilizou imprensa e o Estado”. Duas delas, João Victor Cavalcante Costa, 10, e Karolyne Cavalcante Costa, 12, ainda estão sendo procuradas no Centro.

Conforme a delegada, “elas não querem ser localizadas”. “Toda a história foi tramada pelas próprias crianças que não queriam se submeter às regras impostas pelos pais em casa e planejavam perambular pelas ruas até completarem 18 anos”, disse.

As crianças afirmaram em depoimento que estavam cansadas de serem agredidas pelos pais, e que ainda, não queriam se submeter as regaras de casa. Elas foram resgatadas por policiais militares da 6º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e, após os procedimentos legais, serão encaminhadas ao Instituto Medico Legal (IML) para a realização do exame de corpo e delito e coito anal que faz parte procedimento realizado somente quando a vítima é caracterizada como vulneráveis. A polícia também deverá esclarecer se a madrinha dessas crianças tem alguma relação com o desaparecimento.

Por Joandres Xavier

Matéria atualizada às 22h00

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