Política

TRE conclui sábado envio de urnas para o interior

Ao todo, 2.512 equipamentos eletrônicos serão destinados aos municípios do Estado do Amazonas | Arthur Castro

Até o próximo sábado (15), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) finaliza o envio das 1.466 urnas eletrônicas, que ainda estão no depósito do órgão aguardando a data de saída e disponibilidade da transportadora, para os 61 municípios do Estado. No total, 2.512 equipamentos deverão cobrir o interior amazonense.

O envio das urnas recomeçou na última sexta-feira, logo após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, em determinar a retomada da eleição no Estado. O TRE havia começado a despachar os primeiros aparelhos no dia 28 de junho, mesma data em que o ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski, decidiu, por meio de liminar, suspender o pleito.

Nesse dia, foram encaminhadas urnas para os municípios de Lábrea (90 unidades) e São Gabriel da Cachoeira (126 unidades), onde elas chegaram, respectivamente, nos dias 6 e 4 de julho. “Com a suspensão do pleito, se solicitássemos o retorno dessas urnas para o TRE, haveria mais gastos. Então, elas seguiram para seus destinos porque a decisão da suspensão ocorreu após a saída dos equipamentos”, disse o secretário de Tecnologia e Informação do tribunal, Rodrigo Camelo.

As primeiras urnas foram enviadas por via fluvial para essas cidades por serem as mais distantes da capital. “Devido à dificuldade logística, Lábrea e São Gabriel da Cachoeira tiveram prioridade no deslocamento. Aproveitamos que o rio ainda estava cheio e sem ‘buracos’ para fazer o transporte. Quando os rios estão mais secos, o procedimento fica mais complicado”, explicou o técnico judiciário, Herbert Van Ferreira.

Ele reforça ainda o fato da divisão do recebimento das urnas pela formação de cidades polo. “As urnas são preparadas nestes polos e depois seguem para os municípios de destino”, acrescentou.

A estimativa do tribunal é que, até a próxima terça-feira, todas as unidades eleitorais do interior já estejam com seus equipamentos. Ontem, saíram urnas para o polo Maués e, de lá, serão distribuídas para a cidade de Boa Vista do Ramos, local em que irão ser preparadas com os nomes dos candidatos para a votação.

Anteontem, os equipamentos que saíram tiveram como destino as cidades de Tefé, polo distribuidor para Japurá, Maraã, Alvarães, Uarini e Coari, que distribuirá, ainda, para Codajás.

Nesta quarta-feira (12), sairão urnas por via aérea para Eirunepé. No sábado, ainda haverá o envio de equipamentos via terrestre para a cidade de Manacapuru (Anamã, Caapiranga, Beruri e Novo Airão), Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva.

Todos os equipamentos estão entre as 6.703 unidades, de um total de 8.218, que já passaram pela fase de testes, desde a eleição municipal do ano passado, em um processo que dura, aproximadamente, um ciclo de três meses. Os dados sobre candidatos e eleitores serão incluídos nos itens assim que chegarem às zonas eleitorais.

Manaus

Rodrigo Camelo disse que, pela facilidade logística e estratégica, a capital amazonense será a última a receber os equipamentos nas zonas eleitorais. “Como estamos na capital, não significa dizer que iremos fazer esse processo em cima da hora. No caso do interior, estamos enviando um percentual entre 5% e 10% de urnas a mais, para o caso de algumas apresentarem problemas e precisarem de substituição”, afirmou.

As urnas que irão por rodovia, o prazo é quase imediato. “No caso de Itacoatiara, a cidade mais distante via terrestre, calculamos que os equipamentos cheguem em quatro horas, assim como é o caso da região metropolitana”, disse.

A preparação das 3.473 urnas para a capital amazonense inicia dia 26 de julho, encerra dia 3 de agosto e todo o procedimento será realizado no depósito do tribunal. “Além de prepararmos as da capital, ainda vamos preparar as urnas do Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Manaquiri e Iranduba, porque eles não possuem sede própria para fazer a elaboração do processo”, disse Camelo.

A fase de testes inicia após a quarentena das urnas, depois do período de eleição. “Esse procedimento é feito para disponibilizá-las em caso de solicitação de auditorias, por exemplo. Elas permanecem intocáveis, desde o desligamento no pleito anterior”, explicou.

Após esse tempo, há uma orientação formal para que os testes se iniciem e sejam cíclicos, de três em três meses, com todos os equipamentos, até a próxima eleição. “Dentro desse tempo, conseguimos fazer de três a quatro testes em todo o quantitativo de urnas”, concluiu Herbert Ferreira.

Fabiane Morais
EM TEMPO

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