Dia a dia

Hemodiálise nas clínicas em Manaus está comprometida, informa Arcam

Gláucio Bessa é o presidente da Associação dos Crônicos Renais do Estado do Amazonas (Arcam). Foto: Tiago/Cmm

Durante tribuna popular realizada no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (28), o presidente da Associação de Crônicos Renais do Estado do Amazonas (Arcam), Gláucio Aguiar Bessa, afirmou que o tratamento de hemodiálise realizado pelas clínicas especializadas em Manaus está “comprometido”.


Segundo ele, a verba federal repassada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao governo estadual, que antes era de R$ 6 milhões, foi reduzida para R$ 2 milhões este ano, e já apresenta problemas na saúde, especialmente aos pacientes renais crônicos, que dependem de tratamento contínuo para combater a doença. Hoje, em Manaus, a fila pela espera do tratamento ou por um transplante de rim passa dos 250 inscritos.

“Os recursos à saúde despencaram para um terço e setores da área, principalmente os relacionados aos pacientes renais, já estão sofrendo os problemas por conta do corte no orçamento”, afirmou o presidente da Arcam.

Ainda de acordo com Gláucio, existe uma portaria do Ministério da Saúde, dando conta de que esse repasse foi transferindo para o governo do Estado, tirando a responsabilidade do governo federal que, por meio do SUS, mantinha todo o tratamento, que hoje se encontra precário, levando mensalmente a óbito em torno de 20 pacientes renais crônicos no Amazonas.

Negação
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que mantém convênio com cinco centros especializados para a oferta de serviços de hemodiálise aos pacientes renais crônicos do Estado – três clínicas, um hospital privado e o hospital Getúlio Vargas. A Susam negou que houve qualquer tipo de redução do valor de repasse por procedimento aos pacientes crônicos renais. Conforme a nota, o Estado complementa os financiamentos.

 

Por Mairkon Castro

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