Dia a dia

Transporte escolar do Castanho é normalizado após 21 dias

Apesar da retomado do serviço, os comunitários exigem que o transporte escola fique sob a responsabilidade somente do município, e que a parceria para manter o sistema feito com o governo do Estado seja desfeita - foto: divulgação

Apesar da retomado do serviço, os comunitários exigem que o transporte escola fique sob a responsabilidade somente do município – foto: divulgação

Após 21 dias paralisado, o serviço de transporte escolar do município do Careiro Castanho (a 83 quilômetros de Manaus), voltou à normalidade, na manhã desta quarta-feira, de acordo com pais e responsáveis dos estudantes da região, que durante o período ficaram sem frequenta a sala de aula. Apesar da retomado do serviço, os comunitários exigem que o transporte escola fique sob a responsabilidade somente do município, e que a parceria para manter o sistema feito com o governo do Estado seja desfeita.

De acordo com os moradores dos ramais atendidos pelo serviço, o governo repassou a verba para a retomada do transporte escolar, na última terça-feira à tarde, para que fosse regularizado os salários dos condutores, que estavam atrasados há pelo menos três meses.

“Tivemos uma reunião na tarde de terça-feira com o prefeito Hamilton Villar, onde nada ficou definido com o gestor do município, uma vez que além dos salários atrasados, os condutores pressionam o prefeito a pagar os meses atrasados de combustíveis. Tem condutor que não recebe o valor do diesel desde o ano passado. Eles só voltaram ao trabalho porque o Estado pagou os salários que estavam em aberto, senão ainda estavam paralisados”, informou a líder comunitária do ramal São José, no quilômetro 59, da BR-319 (Manaus – Porto Velho), Janaína Schneider.

Ela ressaltou ainda, que o prefeito durante a reunião prometeu somente 450 litros de combustível semanais para os condutores, mas que não definiu uma previsão de quando seria feito o repasse do produto. Outros assuntos que foram questionados em relação ao transporte, pelos mais de 100 pais de alunos que estiveram na reunião, segundo a líder comunitária, ficaram sem respostas por parte do prefeito.

“Apresentamos uma proposta para que o serviço de condução escolar ficasse somente com a prefeitura do Careiro, assim o transporte teria mais qualidade e não ficaria refém do repasse do governo, mas o prefeito Hamilton evitou falar sobre o assunto e se manteve restrito somente à questão do combustível. Dinheiro o município tem para arcar com essa despesa do transporte escolar. Hoje contamos apenas com três veículos, que realiza precariamente a condução. Tem Kombi que chega a levar 40 crianças de uma só vez, colocando em risco a vida dos nossos filhos”, salientou Janaína.

O transporte escolar do município do Careiro Castanho atende aproximadamente 200 estudantes das comunidades de São José, Caapiranga, Manri, São João, Floresta, Cintura Verde, Terra Santa, Lago do Mira e BR.

A reportagem do Em Tempo, procurou o prefeito Hamilton Villar, para falar sobre o assunto, mas o mesmo não foi localizado.

 

Por Gerson Freitas

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