Cultura

Tranquilidade reina no Carnaval de Manaus

A Vitória Régia levou o tema ‘A Terra do Nunca é Verde e Rosa’ - foto: Márcio Melo

A Vitória Régia levou o tema ‘A Terra do Nunca é Verde e Rosa’ – foto: Márcio Melo

Apesar do grande número de expectadores que assistiram ao desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de Manaus, na noite de sábado (6) e madrugada de domingo (7), não foram registradas  ocorrências policiais e o evento foi bem tranquilo. De acordo com a comissão organizadora, 100 mil pessoas  estiveram no local.

Com a crise e com a redução das  verbas pelo Governo do Estado e pela prefeitura, as escolas  ainda mostraram criatividade e ousaram nos enredos.

A única escola que apresentou um problema técnico em seu carro alegórico foi a Sem Compromisso, que teve um atraso de 10 minutos, mas não comprometeu o horário das demais escolas.  A Grande Família, Vitória Régia e a Andança de Ciganos foram as últimas a passarem pela passarela do samba.

Mesmo com um corte de R$180 mil no orçamento e sob forte chuva, a Grêmio Recreativo Escola de Samba A Grande Família, que readaptou  o enredo usado em 2006, ‘Paz no Trânsito’ não deixou a ‘peteca’ cair e fez bonito no Carnaval 2016.  A escola da Zona Leste foi a sexta a entrar na avenida do samba e  levou 3,6 mil brincantes, 26 alas, 60 baianas, além de duas alegorias e um tripé.

De acordo com presidente Luizinho Andrade, a escola de samba perdeu 75% da arrecadação deste ano, em comparação com o ano de 2015. “Foi difícil pensar em fazer um Carnaval com quase R$ 200 mil faltando, mas mesmo assim, conseguimos fazer bonito. Se não fosse a garra e a vontade de todos os envolvidos, nada teria dado certo. O desfile está aí, é do povo e para o povo”, disse.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia, da Praça 14 de Janeiro, que entrou em seguida, trouxe em sua apresentação, às 4h, a história dos personagens Peter Pan, Sininho, Wendy e companhia, com o tema. ‘A Terra do Nunca é Verde e Rosa’.

A Vitória Régia, que levou 23 alas, 250 ritmistas e 3,5 mil brincantes, também deu vida a outros personagens que ilustraram os carros alegóricos  e  destacou aos meninos perdidos, tribos indígenas, sereias, o vilão Capitão Gancho e sua tripulação de piratas, além do crocodilo que, segundo o enredo, comeu a mão do capitão sendo representados no abre alas.

De acordo com o carnavalesco Kaleb Aguiar, a grande mensagem do enredo  é  a fidelidade entre a comunidade e os amantes do samba. “Não podemos deixar o samba morrer, nem a criança que existe dentro de nós envelhecer”, comentou o carnavalesco.

Para fechar com chave de ouro, a Andanças de Cigano  encerrou o desfile das escolas  de Carnaval do Grupo Especial às 5h20, trazendo o tema ‘A perfeição das cores sob o olhar pitoresco do imaginário’.

A história principal do samba do enredo baseia-se na Bíblia Sagrada, destacando a criação da luz feita por Deus, essencial para a existência da cor, elemento expressivo e simbólico, de fundamental importância na linguagem visual.   A escola desfilou com 2.401 componentes, distribuídos em 17 alas.

O diretor de Carnaval da Andanças, Wagno Oliveira, comentou que, apesar de toda a dificuldade financeira enfrentada pela escola e as demais coirmãs, a agremiação contou com a criatividade de seus artistas que vêm de Parintins.

Colaborou Luiz Henrique Oliveira e Mairkon Castro

Por equipe EM TEMPO Online

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