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Trabalhadores dos Correios se queixam de carga horária dobrada, empresa nega

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Apesar da paralisação a empresa dos Correios informou que os serviços continuam normalmente em Manaus – foto: Ione Moreno

Com pedidos de contratações imediatas e melhorias no plano de saúde, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect-AM) promoveu uma manifestação na manhã desta quarta-feira (2) em frente à sede dos Correios, na Rua do Congresso, Centro de Manaus. A entidade informou que 60% do efetivo na capital participou do protesto. A manifestação foi simultânea em outros 20 Estados.


O presidente do Sintect-AM, Luiz Ribeiro, afirmou que a empresa vem tratando os funcionários de forma truculenta, e, segundo ele, oprimindo-os no local de trabalho. Conforme Ribeiro, a falta de profissionais faz com que a empresa obrigue o contingente a trabalhar em horário dobrado. “Eles estão agindo de uma forma que os trabalhadores deem o máximo sem nenhuma condição”, disse Ribeiro, ao ressaltar que só em Manaus o déficit de empregados dos Correios é de 150 pessoas. A intenção foi alertar a direção da empresa para uma paralização geral.

Também é reclamação recorrente da categoria o plano de saúde. De acordo com Ribeiro, atualmente a assistência médica se iguala ao Sistema Único de Saúde (SUS). “O plano é debilitado. Não há médicos e especialistas. Até a cirurgia de um colega é uma dificuldade, pois tem que ser liberado em Brasília. Com o Plano Postal Saúde nós gastamos muito por um atendimento ruim”, reclamou.

Serviços

Em nota, a Empresa Brasileira de Correios informou que a paralização é legitima, no entanto a considerou injustificada, “uma vez que nenhum direito trabalhista foi retirado e que as negociações do acordo coletivo estão próximas”.

Em relação ao concurso público, a estatal informou que é a maior da América Latina em número de empregados, com cerca de 120 mil trabalhadores, dos quais 13 mil foram contratados somente no último concurso. Conforme a empresa, a eventual e pontual falta de profissionais está sendo suprida, em estrito cumprimento à legislação, com empregados temporários. No momento, a empresa está realizando estudo para reavaliar a necessidade de pessoal em cada localidade.

A direção dos Correios ratifica que não haverá privatização. Assim como as representações sindicais, também defende a empresa 100% pública e comprometida com os interesses nacionais.

A empresa informou ainda que, apesar das paralisações de alguns trabalhadores, as agencias estão operando com normalidade em todo o Brasil. A paralisação parcial que ocorre nesta quarta-feira (27) não afeta o atendimento à população. Todas as agências estão abertas e todos os serviços, inclusive a entrega de Sedex e o Banco Postal, estão disponíveis.

Por Asafe Augusto

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