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Trabalhadores do transporte especial fazem paralisação de advertência e ameaçam greve se não tiverem aumento

O ato teve início às 5h e foi até às 8h, deixando lento o tráfego nas vias do Armando Mendes – foto: divulgação/Manaustrns

O ato teve início às 5h e foi até às 8h, deixando lento o tráfego nas vias do Armando Mendes – foto: divulgação/Manaustrans

Reivindicando benefícios trabalhistas e o reajuste salarial de 18%, um grupo de trabalhadores dos transportes especiais realizou uma paralização de advertência, no início da manhã desta segunda-feira (23), na avenida Autaz Mirim, no bairro Armando Mendes, Zona Leste de Manaus.

O ato teve início às 5h e foi até às 8h, deixando as vias que dão acesso à rotatória do Armando Mendes com o fluxo lento.

Seguindo com os protestos, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especial, Turismo e Fretamento (SindEspecial), que lidera o movimento, pretende paralisar todas as atividades, na próxima segunda-feira (30), se patrões e empregados não chegarem a um acordo até o fim desta semana.

De acordo com o presidente do SindEspecial, William Enock, a paralisação de advertência realizada hoje teve o objetivo de forçar as negociações dos trabalhadores com os patrões, pois, segundo ele, a data-base da categoria está a poucos dias do vencimento. Os trabalhadores pedem o reajuste de 18%, inserção do auxílio alimentação, vale-lanche, e adequação de carga horária.

“Os empresários não nos dão uma proposta satisfatória. A data-base vence no dia primeiro de junho, e a única proposta deles é de diminuir em 30% a carga horária e salário dos trabalhadores, e não aceitamos isso”, afirmou.

Wiliam Enock disse ainda que representantes a indústria já estão chamando os responsáveis pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sifetram), para conciliar uma negociação para que as empresas do Distrito industrial de Manaus não sejam prejudicadas, pois, segundo Enock, a próxima paralisação será por tempo indeterminado.
O presidente do Sifretam, João Cunha, afirma que, por conta do momento de crise financeira, não pode conceder o reajuste neste ano.

“Não temos condições de dar reajuste. E nossa proposta é zero. O momento é difícil e a indústria há três anos não nos repassa nenhum tipo de reajuste que nos dê condições de atender o pedido dos trabalhadores”, disse Cunha ao destacar que, durante sete anos, o sindicato patronal concedeu aos trabalhadores o reajuste que cobre a inflação e acrescenta 2% de ganho real a categoria.

Por Asafe Augusto

1 Comment

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  1. APJr

    23 de maio de 2016 at 16:44

    O país em recessão, as indústrias falidas, 11.000.000 de desempregados como resultado das barbaridades cometidas pelo governo da ex-presidente, e esses camaradas querem 18% de aumento e ainda mais alguns que tais ?? Que houve … tá todo mundo ficando maluco ??

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