Dia a dia

Trabalhadores do AM que aderirem a ‘Greve Geral’ podem ter 2 dias de trabalho descontado

Bancários não definiram se a categoria vai parar as atividades nesta sexta-feira – foto: Ione Moreno

A manifestação “Greve Geral”, convocada em todo o país pelas Centrais Sindicais, para esta sexta-feira (30), deve ter a adesão de trabalhadores de, pelo menos, seis entidades no Amazonas, além de integrantes dos movimentos “Frente de Lutas Fora Temer” e “Frente Brasil Popular”. Contudo, como se trata de um ato meramente reivindicatório, e não um movimento paredista, quem participar poderá sofrer desconto salarial de dois dias de trabalho, segundo um especialista em direito trabalhista ouvido pelo EM TEMPO.

“Uma greve geral depende, obrigatoriamente, de uma autorização do Tribunal Superior do Trabalho (TST), enquanto que greves específicas de determinadas categorias, em âmbito local, precisam da autorização do Tribunal Regional do Trabalho, para ter validade”, explica o advogado Carlos Oliveira, enfatizando que como o ato é meramente reivindicatório, a falta do trabalhador não tem respaldo para ser abonada. “Nesses casos o empregador tem o direito de descontar o valor referente a dois dias do funcionário, sendo um pelo dia não trabalhado e outro referente ao domingo, que é pago como descanso remunerado”, enfatizou o jurista.

Leia também: Professores da Ufam aderem à greve geral desta sexta

Em Manaus, o ato será concentrado na região central da cidade e tem foco voltado contra as reformas trabalhista e da previdência social, que atualmente tramitam no Congresso Nacional. A manifestação também vai pedir a saída do presidente Michel Temer e a convocação de eleições diretas. O ponto de encontro será a praça da Saudade, a partida das 7h da manhã. À tarde, por volta das 16h, novas atividades estão previstas para ocorrerem na praça do Congresso.

“Esperamos reunir cerca de 500 pessoas no ato, mas o apoio será muito maior. Infelizmente, nem todas as categorias poderão estar presentes. Outras ainda devem definir a participação ou não no ato”, disse Ísis Tavares, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

 

Rodoviários não confirmaram adesão a paralisação  – foto: Diego Janatã/Arquivo AET

 

Quem para nesta sexta-feira (30)

Educação:

Profissionais das redes públicas estadual e municipal de ensino devem participar, segundo a CTB, mas sem o status de greve, visto que os profissionais já se encontram em recesso escolar.

Já os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do Instituto Federal de Educação do Amazonas (Ifam) estão mobilizados e devem participar do ato. Nessas instituições não haverá aula.

De acordo com Marcelo Vallina, vice-presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), cerca de 2 mil professores da Ufam devem aderir ao ato. Segundo Vallina, os alunos sofrerão impacto mínimo, já que o semestre letivo na Ufam está próximo do fim e grande parte do conteúdo e avaliações semestrais já foram concluídos.

Transporte:

Profissionais do transporte especial, responsável pelas rotas dos trabalhadores do Distrito Industrial, apenas devem manifestar apoio ao ato sem suspender as atividades.

Os trabalhadores do transporte coletivo também confirmaram que não vão paralisar as atividades nesta sexta.

Bancos:

Segundo o Sindicato dos Bancários do Amazonas, a categoria deve suspender os atendimento em algumas agências do Centro de Manaus, podendo estender a paralisação para outras regiões da cidade.

No entanto, como na “greve geral” do último dia 28 de abril, houve corte no ponto dos bancários que aderiram ao movimento, a participação da categoria nesta sexta-feira (30) corre o risco de ter baixa adesão, segundo estimou o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Antônio Mardônio.

Vigilantes:

Não confirmaram paralisação até a publicação da matéria.

Comércio:

Funciona normalmente, mas os comerciantes estão preocupados com a paralisação desta sexta-feira. “Uma manifestação no Centro da cidade, em pleno fim de mês, com várias pessoas fora de Manaus por causa do Festival de Parintins, chega a ser um desrespeito com o comerciante que está gerando empregos”, disse Ralph Assayag, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM).

Urbanitários:

Segundo a CTB, os trabalhadores que são responsáveis pelas ligações e reparos na rede elétrica confirmaram adesão ao movimento.

Raphael Sampaio
EM TEMPO

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