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Trabalhadores de obra na Ponta Negra fazem protesto e interditam trânsito

O ato interditou o trânsito nos dois sentidos da via, agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram deslocados para o local - fotos: Gerson Freitas e divulgação

O ato interditou o trânsito nos dois sentidos da via, agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram deslocados para o local – fotos: Gerson Freitas e divulgação

Aproximadamente 1.400 trabalhadores da construção civil realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (14), em frente uma obra da Construtora Capital Rossi, localizada na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, Zona Oeste da capital. O ato interditou o trânsito nos dois sentidos da via, agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) foram deslocados para o local.

Segundo os agentes, a manifestação também complicou o trânsito nas proximidades da sede do governo do Estado na avenida Brasil,  localizada no bairro Compensa, na mesma zona.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Construção Civil (Sintracomec), Cícero Custódio, os operários que estão paralisados são terceirizados contratados por cerca de 30 empresas de pequeno porte que vem prestando serviços para a construtora.  Segundo o sindicalista, esta é uma estratégia usada pela empresa para se isentar das responsabilidades trabalhistas.

“Como se trata de diversas empresas, alguns trabalhadores estão até três meses sem receber, outros a dois e assim vai. Vale ressaltar, que todas essas terceirizadas são empresas de pequeno porte e que não tem como oferecer condições descentes de trabalho, e essa terceirização de serviços é uma estratégia da construtora para não ter responsabilidades com os funcionários”, explica o presidente da entidade.

Conforme um dos operários, que não quis ter o nome revelado, as empresas contratadas para realizar as obras no canteiro do condômino Reserva Inglesa não tem oferecido condições dignas de trabalho. Ele explicou ainda que os funcionários não tem um banheiro em condições de uso e a comida servida é de péssima qualidade. “Somos tratados como bicho, trabalhando de sol a sol sem receber e em condições precárias”, complementa.

O presidente do sindicato, disse já ter entrado em contato com a administração da construtora, e que está aguardando para reunir com os executivos e assim tentar solucionar os diversos problemas apresentados pelos trabalhadores.

“Já contatamos a empresa e estou no aguardo dos representantes para começar a negociar e caso nada seja resolvido, os operários vão cruzar os braços por tempo indeterminado”, completou Cícero Custódio.

A reportagem do EM TEMPO Online entrou em contato com a Construtora Capital Rossi:

Por meio de nota, a empresa informou que vem cumprindo com os compromissos trabalhistas firmados com os seus funcionários, terceirizados e fornecedores, não havendo pendência de qualquer ordem.

Quanto à alegação de ausência de pagamento por parte de alguns colaboradores, a empresa afirma que trabalha conforme a legislação vigente. O repasse de verbas às empreiteiras ocorre de acordo com as cláusulas contratuais, ficando sob total responsabilidade das empresas a incumbência de pagar os prestadores de serviço.

Por equipe EM TEMPO Online

 

 

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