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Trabalhadores da Petrobras protestam contra venda da estatal e em defesa de postos terceirizados

 

A luta dos trabalhadores é para que a empresa, que hoje é integrada como patrimônio brasileiro, não seja vendida - foto: divulgação

A luta dos trabalhadores é para que a empresa, que hoje é integrada como patrimônio brasileiro, não seja vendida – foto: divulgação

Aproximadamente 500 servidores da Petrobras realizaram um ato público na manhã desta sexta-feira (18) em defesa da Estatal e dos cargos terceirizados.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, Acácio Corrêa, devido à crise que vem afetando a empresa nos últimos meses, mais de 1,5 mil postos terceirizados foram encerrados.
O ato público, realizado em frente à refinaria Isaac Sabbá, teve início às 6h e bloqueou a passagem de veículos. O acesso só foi liberado por volta das 8h30.

 O ato público, realizado em frente à refinaria Isaac Sabbá, teve início às 6h e bloqueou a passagem de veículos

O ato público, realizado em frente à refinaria Isaac Sabbá, teve início às 6h e bloqueou a passagem de veículos

Segundo Acácio, a luta dos trabalhadores é para que a empresa, que hoje é integrada como patrimônio brasileiro, não seja vendida. Além disso, os servidores reclamam a modernização da refinaria Isaac Sabbá, que iniciou suas atividades ainda na década de 50.

“A nossa luta hoje é pela Petrobras, para que ela se mantenha operadora única do pré-sal, pois existe todo um ataque para que ela deixe de operar a produção, alegando que a empresa está falida. Mas sabemos que essa não é a realidade. O que ocorre é que a corrupção está provocando uma desestabilização da empresa. Quem paga por isso são os trabalhadores, que não tem culpa dessa desestruturação”.

Greve

Na ocasião, o sindicalista informou que os servidores aprovaram recentemente, em assembleia geral, a paralisação total das atividades por tempo indeterminado e que a data para o início da greve deve ser anunciada na próxima semana.

“Já é certo que vamos parar. Estamos apenas aguardando a definição de quando será isso. Essa pauta começa a ser discutida na terça-feira e até sexta já teremos uma posição sobre a paralisação das atividades na Petrobras”, ressaltou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), Cícero Custódio, que esteve no ato representando os terceirizados, destacou que além das questões trabalhista, o Sintracomec luta pela segurança dos servidores, que vêm sendo colocado em risco, diariamente.

“Várias questões envolvendo os nossos trabalhadores vem deixando o sindicato preocupado. Lógico que queremos receber os nossos direitos certinho, mas a segurança no trabalho também é prioridade”, continuou Cícero.

O sindicalista acrescentou que, para reduzir custos, as sete empresas que prestam serviços para a Petrobras vem colocando 70 pessoas dentro de uma rota que comporta apenas 30. “Isso é um perigo, é um descaso com os colaboradores”, disse Cícero, ressaltando que, desde julho, os servidores vêm travando uma batalha para que as empresa paguem a data-base aprovada em 9%.

“Existe vários descontentamento em relação à administração das empresas. Os trabalhadores reclamam da alimentação, do transporte e principalmente do reajuste salarial que era pra ter sido repassado desde julho e até agora não se houve falar em pagamento. Vamos lutar por isso, caso até o dia 28 não tenhamos nenhuma resposta iremos nos juntar aos Petroleiros e paralisar geral” finalizou.

Por Gerson Freitas

 

 

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