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Trabalhadores da Eletrobras fazem paralisação de 72 horas e ameaçam greve geral

Pelo menos 300 trabalhadores do setor estão reunidos em barracas na frente da desse da Eletrobrás - foto: colaborador AET

Pelo menos 300 trabalhadores do setor estão reunidos em barracas na frente da desse da Eletrobrss – foto: colaborador AET

Trabalhadores da Eletrobras Distribuição Amazonas iniciaram na manhã desta segunda-feira (4), em Manaus e em outros municípios do interior, uma paralisação de advertência de 72 horas, visando forçar a empresa a lhes dar uma resposta sobre a reposição da inflação em seus vencimentos, assim como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além disso, eles aproveitam a manifestação para expressar sua indignação com relação à privatização da empresa.

Pelo menos 300 trabalhadores do setor estão reunidos em barracas na frente da desse da Eletrobrás, na avenida 7 de Setembro, Zona Sul de Manaus.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Urbanitários no Amazonas (STIU-AM), Joseirton Albuquerque, a paralisação de advertência se dá porque, até o momento, a empresa ainda não apresentou aos trabalhadores uma proposta justa de acordo coletivo.

“A negociação começou em maio e até agora não há uma proposta decente para os trabalhadores. A negociação envolve tanto a reposição da inflação aos salários quanto a participação na PLR”, comentou o sindicalista.

Albuquerque também acrescentou que o movimento tem como objetivo protestar contra a privação no setor elétrico, que, segundo ele, prejudica a toda a sociedade.

“A privatização é um processo danoso não só para os trabalhadores, mas para a população de odo geral. Esta última sofrerá com o aumento do peço em sua conta e o trabalhador com a demissão em massa”, ressaltou.

Greve
Joseirton Albuquerque informou também que, caso a empresa não apresente, até a próxima segunda-feira, nenhuma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores, o coletivo nacional da categoria deverá sinalizar uma greve geral por tempo indeterminado e no Amazonas a tendência é a categoria seguir essa orientação, cruzando também os braços.

O sindicalista acrescentou que, durante essa paralisação de três dias, a população não deverá sentir ainda nenhum efeito no que se refere ao fornecimento de energia na cidade, porém, caso venha de fato a haver uma greve por tempo indeterminado, não há como garantir o abastecimento. “Não temos como garantir que o sistema parado por um longo período não possa trazer algum inconveniente”.

Por equipe EM TEMPO Online

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