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Trabalhadores da construção civil em Manaus protestam contra empresa que não paga há dois meses

O ato foi realizado em frente a uma obra da construtora, localizada na avenida Coronel Teixeira - foto: Gerson Freitas

O ato foi realizado em frente a uma obra da construtora, localizada na avenida Coronel Teixeira – foto: Gerson Freitas

Cerca de 200 operários que prestam serviços terceirizados à construtora e incorporadora PDG protestaram na manhã de desta sexta-feira (25) contra atraso no pagamento de benefícios trabalhistas pela empresa, que já ultrapassa 60 dias.

O ato foi realizado em frente a uma obra da construtora, localizada na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, Zona Oeste, e durou pouco mais de duas horas. Representantes do Sindicato do Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM) estiveram à frente do movimento.

O presidente da entidade, Cícero Custódio, ressaltou que a empresa não estaria cumprido com a legislação trabalhista, visto que deixou de realizar o pagamento do salário de 15 em 15 dias.

“Os trabalhadores estão sendo penalizados por essa empresa. A maioria está sem receber o salário há mais de 60 dias. Isso é um absurdo. Os operários têm famílias, aluguel e contas a pagar e essa empresa vem tratando com descaso esse assunto. Não vamos permitir mais essa humilhação que está sendo vivida por mais de 400 operários. A partir de agora só vamos cumprir com os nossos deveres se eles cumprirem com os deles”, salientou.

Outra questão que vem sendo motivo de revoltas entre os operários é a falta do vale alimentação e os descontos de dias não trabalhados, feitos indevidamente segundo os trabalhadores.

“É um acúmulo de irregularidades que vêm sendo cometidas por essa empresa. Os trabalhadores não têm direito a vale alimentação quando estão doentes e faltam serviços. Mesmo apresentando atestado médico, o
dia é descontados, entre outros absurdos”, disse.

Ainda segundo Cícero, todos os acordos feitos durante as rodadas de negociações com empresa não foram cumpridos, sendo assim os operários ameaçam manter se paralisados até que a situação seja normalizada. “Já tivemos várias reuniões com a direção da empresa e na ocasião são prometidos céus e terras, mas, na hora do ‘vamos ver’, eles simplesmente se calam. Então se nada for resolvido, vamos ficar de braços cruzados até uma sinalização positiva por parte da PDG. Se for o caso, vamos ao Ministério Público do Trabalho denunciar essas irregularidades”, finalizou.

Por Gerson Freitas

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