Economia

Trabalhadores da BR Distribuidora entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda

O movimento é nacional e tem o único objetivo evitar que 51% dos ativos da distribuidora de combustível sejam vendidos para o setor privado - foto: divulgação

O movimento é nacional e tem o único objetivo evitar que 51% dos ativos da distribuidora de combustível sejam vendidos para o setor privado – foto: divulgação

Trabalhadores da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras iniciam greve nesta segunda-feira (15), por tempo indeterminado. O movimento é nacional e tem o único objetivo evitar que 51% dos ativos da distribuidora de combustível sejam vendidos para o setor privado. O movimento manterá um efetivo de 20 a 30% dos funcionários para os serviços essenciais.

Além do Amazonas a greve foi aprovada em assembleia nos Estados de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul. Apenas no Amazonas e em Pernambuco o prazo é por tempo indeterminado e nos demais a previsão é de até 5 dias.  A categoria quer chamar a atenção da diretoria suprema da estatal em busca de um melhor modelo de venda da empresa e espera que até no terceiro dia de paralisação a diretoria já entre em negociação.

No Amazonas o movimento está sendo tocado pela Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo (Sitramico), com apoio do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro), que segue com a orientação de apoiar toda luta contra venda de ativos da Petrobras.

O presidente do Sindipetro-AM, Acácio Carneiro, ressaltou que o país só tem a perder com a privatização. “As empresas estrangeiras que se interessam em comprar os ativos, não têm compromisso com o Brasil. Nem energia e nem combustível é coisa para se comercializar com estrangeiros. Isso é abrir mão de sua soberania. Mas, não vamos entregar barato”, disse.

O funcionário da subsidiária e membro do movimento, Carlos Marciel, repassou, entre outras informações, que os serviços prestados pela Petrobrás Distribuidora são de caráter essencial e não podem paralisar 100%. Mas o abastecimento de combustível para a aviação comercial dos aeroportos da capital e postos de gasolina da rede BR serão paralisados.

Restrições

Durante a greve será fornecido combustível apenas para as usinas termelétricas, forças armadas, instituições ligadas à Secretaria de Estado de Administração (Sead), como as polícias Militar e Civil e hospitais, que precisam do combustível para viaturas e ambulâncias, respectivamente.

O terminal de Manaus irá funcionar hoje apenas com um operador, um técnico de segurança, um administrativo e um gerente. Por isso foi negociado com o gerente regional da estatal, um contingente mínimo de até 30%, para atender a população para não prejudicar serviços de saúde, segurança e ordem pública.

O efetivo que irá paralisar corresponde a 28 servidores concursados. Há outros 40 terceirizados, que não irão paralisar diretamente.

A Petrobras Distribuidora, em Manaus, fornece combustível ainda para outros Estados como Acre e Roraima. No caso do Acre apenas a Petrobras faz esse papel o que vai deixará o Estado sem fornecimento total.

Por Joandres Xavier

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