Sem categoria

Torcedores do Caprichoso e Garantido fazem atos contra corte de verbas para o festival

Segundo estimativa da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), 300 pessoas participam do ato - foto: Joandres Xavier

Segundo estimativa da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), 300 pessoas participam do ato – foto: Joandres Xavier

Aproximadamente 300 torcedores e artistas dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, segundo estimativa da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), fizeram na tarde deste domingo (22), um manifesto contra o corte de orçamento para a Cultura, declarada pelo Governo do Estado, na última sexta-feira (20). O ato público teve início por volta das 16h no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus.

O presidente do Movimento Marujada do boi Caprichoso, Carlos Nery, disse que governador José Melo (Pros) precisa rever a decisão por conta da grandeza que o Festival Folclórico de Parintins já alcançou. Segundo ele, os cortes não irão acontecer, mas ainda que aconteça o espetáculo vai ser realizado, mas sem o mesmo brilho.

A presidente do movimento Amigos do Garantido,  Izoney Tomé,  disse que a associação vai prestar todo apoio necessário para que o objetivo de cessar o corte de verbas para a cultura não aconteça. Ela aposta na criatividade dos artistas da ilha, para que a realização do festival não fique comprometida.

O levantador de toada do Caprichoso, David Assayag, que esteve presente no ato, garantiu que o festival irá acontecer independente das condições financeiras.

Os organizadores usaram um carro de som, prostrado na avenida 10 de Julho. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros prestaram apoio a manifestação.

Parintins

Cerca de cinco mil pessoas, dados da Polícia Militar, saíram às ruas e uma das maiores manifestações já vistas na cidade em defesa do Festival Folclórico de Parintins - foto: Tadeu de Souza

Cerca de cinco mil pessoas, dados da Polícia Militar, saíram às ruas e uma das maiores manifestações já vistas na cidade em defesa do Festival Folclórico de Parintins – foto: Tadeu de Souza

Em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), ato parecido também foi realizado com o mesmo intuito, na praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, no Centro do município. Cerca de cinco mil pessoas, dados da Polícia Militar, saíram às ruas e uma das maiores manifestações já vistas na cidade em defesa do Festival Folclórico de Parintins.

Os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas do Centro da cidade reivindicando o repasse de verbas por parte do governo do Estado para o evento cultural que representa o Amazonas a nível internacional.

O artista Juarez Lima, do boi Caprichoso, participou do protesto carregando uma imagem de Nossa Senhora do Carmo. Ele pediu respeito à tradição cultural do povo parintinense que tem mais de 100 anos. “Quero pedir respeito do governo do Estado e principalmente do senhor Robério Braga, que priorizou o Festival de Ópera com mais de R$ 6 milhões em prejuízo das festas folclóricas do povo caboclo do beiradão”, afirmou.

Pelo lado do Garantido o compositor Fred Góes disse que essa foi a maior manifestação em defesa do Festival Folclórico de Parintins. “Quero pedir que o governador José Melo reconsidere a sua posição afinal de contas estamos falando da festa que dá identidade cultural ao povo do Amazonas”.

Por Joandres Xavier e Tadeu de Souza

 

4 Comments

4 Comments

  1. erika

    23 de maio de 2016 at 23:59

    Eventos culturais movimenta milhoes para empresas e pessoas. Grande parte da população parintinense, por exemplo, vivi disso e se dedica o ano inteiro. Não creio que eles estão errados.

  2. Hoan Andrade

    23 de maio de 2016 at 18:45

    Esses gays que curtem boi parecem que não tem o que fazer da vida, ta vendo que saúde em primeiro lugar, se tiver que tirar verba, que acabe com carnaval, com boi, com festival folclórico, mas é bem melhor de que fechar postos de saúde e policlínicas…Meu Deus, como esse povo é sem noção…FALA SÉRIO..

  3. dani

    23 de maio de 2016 at 12:15

    Que ridículo, bando pessoas sem noção. Protestem por uma saúde melhor, educação, hospitais com bons médicos e com estruturas boas, salário melhor e ficam se preocupando por coisas insignificantes.

  4. Amazonense

    23 de maio de 2016 at 09:11

    Vão procurar o que fazer seus desocupados. O Estado e as empresas ja gastaram muito por esse festival que so tem dois concorrentes, todo ano ou um ou outro é campeão. Essa grana tem engordado o bolso dos dirigentes que não respeitam os artistas, não pagam prestadores de serviços, cantores, autores, enfim, manter esse festival como ele é é engordar o bolso dos famigerados dirigentes e somente deles mesmo. Chega e ja passou da hora de cortar essa derrama de dinheiro para alimentar dirigente corrupto. Administrar o dinheiro do s outros é moleza. Senhores dirigentes, trabalhem pra tornar esse festival auto sustentável, pois o Estado e o pais estão falidos: saúde, educação, segurança, falta emprego e chega de jogar dinheiro fora. Procurem os dirigentes criar formas de arrecadar dinheiro, se profissionalizar como empresa pois a mamata chegou ao fim. Vão procurar o que fazer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir