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Tomate e banana puxam queda de preço da cesta básica, em Manaus

O tomate,teve queda de 45,47%; e a banana, com a queda de 10,16% - Foto: Diego Janatã e ABr

O tomate,teve queda de 45,47%; e a banana, com a queda de 10,16% – Foto: Diego Janatã e ABr

Depois de dois meses de aumento, o preço da cesta básica caiu 12% em Manaus em março em relação a fevereiro deste ano. Entre as 27 capitais pesquisadas, a capital do Amazonas ocupava a 3° posição entre as mais caras do país e, em março, ficou na 14° colocação em relação ao valor dos 12 produtos, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor do grupo de alimentos era de R$ 437,86. No mesmo mês de 2015, custava R$ 337,11.

Os produtos que puxaram a queda da cesta básica em Manaus foram dois: o tomate, com queda de 45,47%; e a banana, com a queda de 10,16%. De acordo com o Dieese, 11 capitais apresentaram queda no valor da cesta, enquanto 16 apresentaram aumento.

Entre os vilões do aumento no mês de março apareceu a farinha de mandioca, com a maior alta em relação ao mês anterior: 9,48%. A oferta do produto foi prejudicada, segundo o Dieese, pela longa estiagem nas regiões produtoras do Norte do País. No acumulado do ano, a variação foi de 28,30%.

A banana teve alta em fevereiro, mas caiu -10,16% em março. A oferta do produto apresenta forte volatilidade por conta ainda de fatores climáticos em algumas regiões produtoras que abastecem a capital amazonense, como Roraima. No ano, acumula variação de (26,31%).

Inaldo Seixas Cruz, economista e supervisor técnico do Dieese no Amazonas, ressaltou que nos dois primeiros meses do ano a alta do produto alcançou 32%, e, em março, apareceu com valor inferior a tendência, mas ainda aparece com o acumulado acima da inflação.

“A banana ainda está muito acima de uma inflação de três meses. Ele cedeu mais ainda está elevada e poderá aparecer com aumento em abril, dada a situação com os fornecedores. Esses produtos in-natura, de culturas que não possibilita a estocagem, eles tem condições de preços mais acentuadas que aqueles que temos safras grandes e po ssibilidade de estocagem”, disse Inaldo.

Por Stênio Urbano

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