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Tjam inaugura Ambulatório Deodato de Miranda Leão

o dr. Deodato de Miranda Leão, que deu nome ao ambulatório médico do Fórum Mário Verçosa, no bairro de Aparecida, inaugurado nesta quinta-feira, dia 7, às 8h30 - foto: divulgação

o dr. Deodato de Miranda Leão, que deu nome ao ambulatório médico do Fórum Mário Verçosa, no bairro de Aparecida, inaugurado nesta quinta-feira, dia 7, às 8h30 – foto: divulgação

A presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, fez uma das mais justas homenagens a um dos mais importantes médicos do Amazonas, que fez história na área de Saúde do Estado: o dr. Deodato de Miranda Leão, que deu nome ao ambulatório médico do Fórum Mário Verçosa, no bairro de Aparecida, inaugurado nesta quinta-feira (7), às 8h30.

Diante da família Miranda Leão, que esteve presente à cerimônia, Graça Figueiredo disse que o Ambulatório Deodato de Miranda Leão é uma homenagem pequena, singela, “mas que se torna grande porque foi feita com o coração”, em reconhecimento à dedicação do médico ao “sacerdócio da medicina”.

” Sempre tracei um paralelo entre a medicina e a justiça, porque os médicos cuidam dos males do corpo e nós, os magistrados, cuidamos dos males da alma. Porque nenhum corpo pode ter saúde se alma estiver doente. E aqueles que buscam justiça e dependem da decisão de um juiz, não terão paz até que a decisão judicial seja conhecida”, comparou a presidente.

Entre os familiares presentes à solenidade, estavam a viúva de Deodato, Eliana de Miranda Leão, o irmão, Sílvio, e os filhos Homero e Afonso de Miranda Leão; Luciana, Adriana (noras) e os netos Deodato Neto,Taynah e Bianca de Miranda Leão.

Graça lembrou da necessidade de um laboratório dentro dos fóruns, porque diante do conflito judiciais, muitos jurisdicionados se sentem mal nas audiências sem ter um espaço ou um profissional para socorrê-los. A desembargadora Graça citou que lá mesmo, no Fórum Mário Verçosa, já houve registro de um óbito de uma pessoa que se sentiu mal e foi socorrida no chão, morrendo antes da chegada do médico.

O Ambulatório Médico “Dr. Deodato De Miranda Leão” irá oferecer serviços médicos e de enfermagem, tais como: consultas médicas, prescrição de medicamentos, solicitação de exames complementares, deferimentos de atestados médicos (1 a 3 dias), administração de medicamentos (por via oral, tópica, intramuscular e endovenosa), mensuração de pressão arterial e pulso, curativos e remoção e suturas, inalação, nebulização e administração de oxigênio, verificação de temperatura, dosagem glicêmica e consultas em enfermagem.

Quem foi Deodato
Médico amazonense, nasceu em Maués, no dia 9 de novembro de 1934, filho de Letícia Faraco de Miranda Leão e do deputado Homero de Miranda Leão. Estudou medicina na Universidade Federal do Paraná, formando-se em 1960. Casou-se 1 ano depois com Eliana de Miranda Leão, jornalista, com quem teve dois filhos, Homero de Miranda Leão Neto (atual secretário municipal de Saúde) e Afonso José de Miranda Leão.

Logo após a formatura, Deodato retornou para Maués, indo trabalhar no antigo SESP. Após alguns anos, por motivos políticos, retorna para Curitiba, oportunidade em que aprimora seus conhecimentos em pediatria – sua principal especialidade. Lá trabalhou no Hospital Pequeno Príncipe e no antigo SAMDU, além de constituir consultório particular.

No ano de 1967 finalmente volta para Manaus e retoma suas atividades profissionais no seu estado, dividindo-se entre o consultório particular, a docência na Universidade do Amazonas e as atividades públicas – sua grande paixão.

Como sanitarista, exerceu diversos cargos, tais como o de diretor do Hospital Chapot Prevost, Hospital Infantil Dr. Fajardo e Hospital Getúlio Vargas. Na Susam, ocupou várias cargos, tais como o de coordenador de serviços médicos, subsecretário de estado da saúde e de secretário interno por diversas vezes.

Como superintendente de serviços médicos do interior à frente da SUSEMI, coordenou a implantação da maioria dos hospitais do interior do estado do Amazonas. Seu último cargo público foi o de secretário municipal de saúde de Manaus, entre os anos de 1979 a 1982. Faleceu em 12 de julho de 1984.

Com informações da assessoria

 

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