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Tjam e SEC assinam acordo de cooperação técnica para preservar acervo histórico do tribunal

A assinatura ocorreu nesta quarta-feira (21), no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas - foto: divulgação

A assinatura ocorreu nesta quarta-feira (21), no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas – foto: divulgação

Para identificar, restaurar e digitalizar o acervo histórico do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), a desembargadora-presidente, Graça Figueiredo e o secretário de estado de Cultura, Robério Braga, assinaram nesta quarta-feira (22), um acordo de cooperação técnica.

Logo depois de assinar o convênio, a presidente do TJAM disse que a restauração dos livros, com valor histórico imensurável, “visa conservar o suporte na qual a informação foi registrada a fim de manter a preservação da integridade das informações ali inseridas”.

A desembargadora observou que a documentação deste acervo, principalmente os processos judiciais, são fontes de história, provas materiais de uma época, de um ciclo de acontecimentos importantes para a vida do Estado.

“Por isso esta passou a ser uma das prioridades da minha administração nestes 2 anos. Cada um desses documentos traz uma história, ou um acontecimento envolvendo pessoas de forma in dividual. Mas, analisando a conjuntura, eles remontam até mesmo o contexto socioeconômico e a cultura de uma determinado ciclo do Amazonas e do país”, explicou a magistrada.

Uma das cláusulas do contrato com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC), estabelece que as etapas do serviço de restauração dos livros devem obedecer às especificações elaboradas de acordo com as recomendações de instituições tais como a Associação Brasileira de Encadernação e Restauração (ABER), Associação Brasileira de Conservadores Restauradores de Bens Culturais (ABRACOR) e do Arquivo Nacional (NA).

 Grande passo

Durante o trabalho de restauração, serão feitas a limpeza das superfícies (higienização mecânica a seco, feita folha a folha, com o uso de trincha macia, flanela ou pano adequado para limpeza para que não sofra abrasão. Também será feito desmonte dos livros, encadernação lombada, quando necessários.

O corpo técnico do TJAM, integrado por Renan Dantas de Oliveira, gerente do Arquivo de Primeiro Grau e Lessandra Rufino, gerente do arquivo de 2º Grau também participaram da cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação.

De acordo com Renan, muitos arquivos têm esse objetivo de fazer termo de cooperação com uma instituição que faça a restauração em papel, mas é muito difícil. “O Poder Judiciário deu um grande avanço no sentido de restauração e preservação dos processos históricos, com a assinatura do termo com a SEC”, disse o gerente.

Segundo ele, muito do acervo do TJAM será preservado por mais tempo, pois há fatores que contribuem para a deterioração do documentos, como o clima da nossa região. “Com essa conservação, poderemos restaurar e restabelecer a estrutura do processo e mantê-lo guardado para que futuras gerações tenham o conhecimento das atividades do tribunal”.

Para Lessandra, o que a gestão da desembargadora Graça Figueiredo fez vai refletir por muitos anos.

“O valor disso é incalculável, porque está conservando um pouco da nossa história que há tempos vem se perdendo. Essa iniciativa vai, pelo menos, controlar a preservação. Espero que se mantenha nas próximas gestões, pois a perda é imensurável para todo o estado do Amazonas”,  avaliou.

Com informações da assessoria

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