Dia a dia

Tiro que matou mulher no Coroado saiu da arma de um aspirante oficial da PM

O homicídio ocorreu no momento em que a vítima fazia sua caminhada diária na avenida Beira-Mar - -foto: Janailton Falcão

O homicídio ocorreu no momento em que a vítima fazia sua caminhada diária na avenida Beira-Mar – -foto: Janailton Falcão

O tiro que matou a funcionária pública e pedagoga Ana Cristina Viana Ferreira, 49, por volta das 5h30 de ontem, saiu da arma de um aspirante a oficial da Polícia Militar, lotado na 11ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), cujo nome não foi divulgado.

O homicídio ocorreu no momento em que a vítima fazia sua caminhada diária na avenida Beira-Mar, no Coroado, Zona Leste. Ela foi alvejada no pescoço, socorrida por dois PMs (o oficial e mais um soldado), mas não resistiu ao chegar no hospital João Lúcio, mesma zona, no bairro São José. O aspirante, que foi detido por policiais da Corregedoria da corporação, informou ao presidente da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), vinculada à Corregedoria da PM, coronel Hidelberto Barros, que o tiro foi disparado durante uma perseguição policial naquela via.

Para a Polícia Militar, a funcionária publica, que foi vítima de bala perdida, morreu no momento em que o aspirante perseguia a pé traficantes do bairro Coroado. Na ocasião, o tiro saiu da submetralhadora usada pelo aspirante, que durante a apresentação da ocorrência policial, omitiu o uso da arma de fogo de grosso calibre. “Ele apresentou apenas uma pistola que estava com ele. Mas durante a perseguição, o cartucho da pistola caiu no chão e ele utilizou a submetralhadora para continuar a perseguição”, disse o coronel.

O coronel informou, ainda, que o aspirante prestou depoimento e foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio e encaminhado na noite de ontem ao Comando de Policiamento Especializado (CPE), Zona Centro-Oeste. Ele ficará à disposição da Justiça Militar.

Os policiais militares, sendo o aspirante e um soldado da 11ª Cicom, informaram aos seus comandantes que encontraram a funcionária pública jogada no chão, e ao parar a viatura, perceberam que ela estava baleada. A vítima foi socorrida por eles até o hospital João Lúcio, onde morreu logo em seguida.

O coronel Hidelberto Barros informou à reportagem  que solicitou ainda ontem o exame residuográfico dos policiais, mais exames de balística, além de imagens das câmeras de seguranças da viatura da 11ª Cicom, usada pelos policiais.

Por Thaís Gama

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