Política

‘Timbó 2’ investiga fraudes em licitações em Santa Isabel do Rio Negro que ultrapassam R$ 17 milhões

Os presos foram levados para a sede do Ministério Público do Estado do Amazonas - foto: divulgação

Os presos foram levados para a sede do Ministério Público do Estado do Amazonas – foto: divulgação

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (12), a Operação ‘Timbó 2’ fase Zagaia com objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão de empresários ligados a fraudes de licitações no município de Santa Isabel do Rio Negro (a 630 quilômetros de Manaus).

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão temporária, dois mandados de condução coercitiva, oito mandados de busca e apreensão, além da apresentação de dois presos. Os documentos foram expedidos pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

A operação tem como alvo as empresas que participaram de licitações fraudulentas entre os anos de 2013 até o início de 2016 no município, atuando na montagem de processos de licitação cujos valores licitados ultrapassaram R$ 17 milhões.

Como desdobramento da Operação Timbó, foram identificadas nas contas da Prefeitura do município diversas transferências e saques em dinheiro de vultosas quantias para pessoas físicas e jurídicas. A análise dos documentos permitiu constatar supostas licitações que justificariam tais pagamentos que, quando existiram, eram verdadeiro acerto entre o grupo de empresas e os líderes da organização criminosa desbaratada na fase I da operação Timbó.

Os crimes imputados aos investigados são peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva.

A ação está sendo realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com o apoio da Secretaria de Segurança Pública e Secretaria Adjunta de Inteligência (Seai).

Timbó é um cipó usado na pesca por ribeirinhos da religião amazônica que, por ter uma seiva poderosa, é utilizado para intoxicar os peixes na água. Com isso peixes sucumbem à ação da planta e começam a boiar podendo ser facilmente apanhados a mão.

Às 10h30 da manhã de hoje, será realizada na sede do MP-AM, para dar mais detalhes sobre o caso.

A primeira fase da operação Timbó

No dia 10 de maio, deste ano, foi deflagrada a primeira fase da Timbó. Na ocasião, o prefeito da cidade, Mariolino Siqueira (PDT), foi preso por fraudes.

Também foram presos, a esposa do prefeito, Regina Flávia Dias Coimbra, o filho e contador da prefeitura, Mariolino Siqueira de Oliveira Júnior, os secretários de administração, João Amorim Ribeiro Júnior, de finanças, Sebastião Ferreira de Moraes e de obras, Carlos Augusto Araújo dos Santos. Além desses, a coordenadora da casa de apoio da prefeitura, Bruna Soraya da Silva Barbosa e o taxista Raimundo Mendes Neto.

Com informações da assessoria

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