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Texto da reforma do Estado não chega à Aleam

Mensagens do governo que deveriam chegar ao poder ontem ainda passam por correções, segundo Secom - foto: divulgação

Mensagens do governo que deveriam chegar ao poder ontem ainda passam por correções, segundo Secom – foto: divulgação

Sem cumprir com a expectativa de entregar nesta quarta-feira (23) o texto da segunda reforma administrativa, o governo do Estado deixou os deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na expectativa pelo conteúdo das seis mensagens. Até o fechamento do protocolo da casa, às 14h, os documentos não haviam sido entregues.

A Casa Civil havia confirmado o envio das mensagens, no entanto a Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) justificou que os documentos não foram despachados porque os textos dos projetos teriam que passar por revisões.

O líder do governo na Aleam, o deputado David Almeida (PSD), disse que se as mensagens tivessem sido enviadas na data prevista, hoje elas já entrariam em tramitação e na próxima terça-feira (29) os técnicos do comitê que elaborou a reforma seriam convidados a uma reunião, na sala da presidência da Aleam, com os oposicionistas, independentes e governistas.

“A reunião é para dirimir todas as dúvidas sobre as propostas apresentadas. Algumas mensagens falam sobre fundir secretarias, outras vão extinguir cargos e outras ainda falam sobre a parte administrativa, como a criação de uma plataforma de comprar passagens aéreas direto das companhias aéreas, a contratação do aluguel de carros. Portanto, são várias propostas que visam diminuir os impactos das despesas do Estado”, explicou Almeida.

Segundo o deputado José Ricardo (PT), que embora tenha afirmado não conhecer o teor da reforma, o governo precisa fazer o detalhamento da economia que os cortes vão gerar e lembrou que a redução de custos após a primeira reforma, ainda não foi explicada.

O parlamentar lembrou que o governador José Melo (Pros) havia anunciado que com a reforma administrativa do começo do ano, o Estado buscava uma redução de um R$ 1 bilhão. “Até hoje nós não vimos onde teve essa economia. Agora se fala em R$ 600 milhões, então precisamos saber, pois só extinguir secretarias ou fundir, principalmente secretarias que têm o orçamento muito pequeno, não há muito sentido. São reformas que se precisa saber de detalhes, de quais são as economias”, apontou.

Segunda reforma

José Melo anunciou na última segunda-feira (21) que com a segunda reforma administrativa almeja uma economia de R$ 700 milhões e para isso precisará cortar 130 cargos comissionados, fundir secretarias e realizar melhorias administrativas, como a revisão de aluguel de veículos e mudança no modo de compras de passagens aéreas.

Dentre as fusões está a da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) junto a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), a da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e a da Fundação Vila Olímpica (FVO), a Secretaria de Estado de Juventude Esporte e Lazer (Sejel).

A proposta prevê ainda a extinção da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) para que seja criada a Fundação do Índio.

Por Cecília Siqueira

1 Comment

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  1. Francisco

    24 de setembro de 2015 at 11:18

    Se vai so extinguir secretarias de pequeninos orçamentos, onde fica realmente a economia do estado. Por exemplo se vai extinguir Seind, vejo uma discriminação, Bullyng e racismo. Mais nada o filho do seringueiro desta forma quebr a linha de articulação tinha com os povos indigenas. Porque o filho do seringeuiro não disse antes das eleições que ele como govenador acabaria com a secretaria queos indigenas autenticos lutaram tanto na gestão doEduardo Braga e mantiveram com Omar Aziz, esses sim grandes polticos.

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