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Tetra no Pan, patinador critica falta de apoio e mira abertura da Olimpíada-16

Marcel Stürmer é o primeiro brasileiro a conquistar um tetra no Pan numa mesma modalidade esportiva- foto: divulgação/Internet

Marcel Stürmer é o primeiro brasileiro a conquistar um tetra no Pan numa mesma modalidade esportiva- foto: divulgação/Internet

Marcel Stürmer, 29, se tornou neste domingo (12) o primeiro homem brasileiro a ganhar quatro medalhas de ouro numa mesma modalidade esportiva nos Jogos Pan Americanos.

A patinação artística, seu esporte, não faz parte da Olimpíada. Mas ele quer estar nela em 2016, no Rio. Stürmer quer participar da cerimônia de abertura, no Maracanã.

“O que eu mais queria era me apresentar na abertura. É totalmente dentro da arte, o esporte permite isso. A Inglaterra não tem tradição na patinação artística e atletas participaram [da cerimônia de abertura em Londres, em 2012]”, disse ele, à reportagem.

A cerimônia de abertura está sob responsabilidade do produtor Andrucha Waddington, da coreógrafa Daniela Thomas e o cineasta Fernando Meirelles.

Apesar da patinação artística ser parte do programa da Olimpíada de Inverno, ela não está na de Verão. A ausência é motivo de frustração.

“Nos grupos de Whatsapp de atletas eles já começaram a falar [sobre a Olimpíada do Rio]. Acho que vou ter que sair do grupo. Tendo a experiência de como foi o Pan do Rio [em 2007], fico imaginando como vai ser a Olimpíada. Acho que vou ter que viajar.”

O quarto ouro de Stürmer foi conquistado sob trilha sonora que combinou cinco músicas dos Beatles. A execução da rotina livre levantou o público no Exhibition Center, que o aplaudiu de pé.

Após conquistar o ouro nas últimas quatro edições do Pan, o patinador disse que não vai mais participar do evento. Aos 29, ele já sente dores para treinar.

Por motivo distinto, a patinadora Talita Haas, 20, também pode encerrar a carreira um ano após a conquista da medalha de prata em Toronto, também neste domingo (12). Sem patrocínio, ela pode parar para trabalhar como engenheira química.

“Ano que vem é meu último ano na faculdade e começam os estágios. Vou ter que trabalhar. Se eu conseguisse apoio e tivesse patrocinador, quem sabe eu conseguiria patinar por mais tempo. Mas com a gente tendo que pagar tudo vai ser complicado.”

Único da modalidade com patrocínio no país, Stürmer critica a falta de apoio.

“Eu tive que ganhar o primeiro Pan para conseguir um patrocínio. Como somos país-sede de Olimpíada, que sediou Pan e que se diz cultura esportiva, mas espera um atleta ser campeão para ter sua primeira ajuda de custo?”

Após a conquista do ouro, o patinador recebeu o abraço do presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman.

Por Folhapress

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