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Testemunhas faltam audiência de instrução e decisão sobre caso Grande Vitória é adiada

O tribunal trabalha no caso do desaparecidos de três jovens do Grade Vitória em outubro do ano passado | Divulgação

“A falta do corpo não impede que o crime seja comprovado”, essa foi a afirmação do Juiz Mauro Antony, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, durante a segunda audiência de instrução do caso dos sete policiais militares que são suspeitos do desaparecimento e possível morte de três jovens do bairro Grande Vitória, na Zona Leste. Quatro testemunhas de acusação seriam ouvidas, mas apenas uma compareceu ao Fórum Ministro Henoch Reis para depor.

“Provas testemunhais e periciais é que comprovaram se houve crime ou não. É um caso parecido com o da Eliza Samudio, onde o corpo também sumiu”, afirmou Antony.

De acordo com o magistrado, ainda existe a possibilidade do caso ser impronunciado. “Nesse caso eles não iriam a júri e seriam soltos imediatamente. Mas nós só vamos poder seguir com a audiência quando todas as testemunhas de acusação forem ouvidas”, concluiu o juiz.

De acordo com a advogada de defesa dos policias militares, Martha Gonzales, existem muitas falhas no processo. Uma delas seria o depoimento do irmão de Alex Roque. O rapaz  alega que encontrou a sandália com o sangue de uma das vítimas no ramal do Quixito, mas uma filmagem que a defesa possui indica outro ramal, o Quixito, como cenário do crime.

“É uma diferença de dois quilômetros. Outra coisa é que esta faltando 11 laudos da perícia. Apreenderam todas as armas dos policiais, mas só foi feita perícia em uma delas. Em 15 anos de profissão, eu nunca tinha visto isso”, informou a delegada.

Os três jovens estão desaparecidos desde outubro do ano passado.

Ana Sena
EM TEMPO

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