Saúde e Bem Estar

Teste de curvas infantis ajuda a detectar problemas no crescimento

Quanto mais cedo forem diagnosticados os problemas do crescimento, mais chance a criança terá de recuperar os centímetros perdidos – Divulgação

Você acha que o desenvolvimento físico do seu filho é lento e não vê avanços em sua estatura? Fique atento. Esses podem ser sinais de problemas na produção do hormônio GH, responsável pelo crescimento. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), crianças no primeiro ano de vida crescem em média 25cm; a partir do segundo ano, 12cm e no terceiro, de 7 a 8cm. Já no quarto ano de vida atingem de 5 a 7cm e depois o ritmo diminui um pouco, mas na fase da puberdade o crescimento retoma velocidade e pode atingir de 10 a 12cm.

A endocrinologista Dorothy Aguiar, consultora médica do Laboratório Sabin, orienta que os pais prestem atenção nas diversas fases de crescimento dos filhos e busquem ajuda profissional assim que perceberem algo errado. “A evolução na estatura da criança pode ser afetada por distúrbios na produção do hormônio GH, o que, muitas vezes, pode passar despercebido dos pais ou responsáveis”, diz a médica.

Ela ressalta que, quanto mais cedo forem diagnosticados os problemas do crescimento, mais chance a criança terá de recuperar os centímetros perdidos e alcançar a estatura adequada ao seu padrão genético. No entanto, para que seja eficaz e tenha boa resposta, o tratamento deve ser buscado antes da puberdade.

O diagnóstico para problemas com o hormônio do crescimento é confirmado por exames laboratoriais, como o teste de curvas infantis, que pode ser realizado já a parir dos dois anos de idade. “Se o pediatra que acompanha a criança perceber que não está havendo evolução no crescimento dela, já pode encaminhar para um endocrinologista, que pedirá os exames adequados”, orienta Dorothy Aguiar.

De acordo com a consultora médica, existem dois tipos de estímulos farmacológicos aplicados no teste: a clonidina e a insulina, sendo este último uma exclusividade do Laboratório Sabin em Manaus. Para a especialista, a insulina é a mais indicada, por agir no eixo do hormônio do crescimento.

Ela é aplicada de forma endovenosa e a criança precisa estar em jejum por no mínimo oito horas. O exame avalia a liberação do GH no organismo dentro de determinados intervalos de tempo, gerando uma curva que possibilita a análise precisa sobre a produção do hormônio. O resultado fica pronto em no máximo cinco dias”, garante a endocrinologista.

Genética e fatores ambientais

Dorothy Aguiar destaca, ainda, que baixa estatura nem sempre está relacionada a problemas no organismo do indivíduo. Se o pai e a mãe forem baixos, há poucas chances de a criança ser mais alta que os dois, por isso a altura genética deve ser considerada. Fatores ambientais também podem influenciar, como má qualidade do sono, da alimentação, doenças e falta de atividades físicas regulares.

“Não temos uma explicação quanto ao que pode causar essa deficiência na produção do hormônio. O tratamento é feito com o GH aplicado de forma subcutânea diariamente, mas não pode ser apenas isso. Uma boa alimentação, sono regular e atividades físicas também precisam ser considerados, por isso é tão importante consultar o endócrino-pediatra, que fará as indicações adequadas”, enfatiza a médica.

Com informações da assessoria

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