Dia a dia

Terreno abandonado é foco de surgimento de caramujos africanos, no Dom Pedro

Um terreno baldio está proliferado de caramujos africanos na Zona Centro-Oeste - foto: Ione Moreno

Um terreno baldio está proliferado de caramujos africanos na Zona Centro-Oeste – foto: Ione Moreno

Um terreno baldio localizado na rua Brigadeiro João Camarão, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, nas proximidades do condomínio Parque dos Franceses, vem causando transtornos para os moradores da área, em virtude da proliferação de caramujos africanos no local. O proprietário do terreno é desconhecido dos moradores da região, devido ao abandono, está cheio de mato. Aliado a isso, populares jogam lixo no terreno, criando um lugar propício à proliferação do molusco.

Há quatro anos morando na área, com a família, Cleber Medeiros, 35, disse estar preocupado com o possível risco de doenças que o caramujo pode transmitir. Segundo ele, pela manhã, quase não é possível observar a presença do caramujo, mas à noite, por volta das 18h diversos moluscos saem do mato e ficam expostos na calçada e na pista. “Eu faço caminhada todas as noites nessa área e é nesse horário que eles mais aparecem. Pela manhã eles se escondem, acredito que devido ao sol”, salientou.

Cleber comentou, que os moradores não sabem a quem pertence o terreno, e que eventualmente os condôminos do Parque dos Franceses, pagam trabalhadores para capinar o local, quando o mato está muito alto.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) informou, por meio de nota que encaminhará uma equipe ao local para orientar os moradores sobre o combate à proliferação do molusco.

O órgão destacou que monitora o surgimento de focos de caramujo africano e orienta as pessoas a como proceder para eliminar uma possível infestação do molusco. Ainda conforme a Semmas, a limpeza do terreno é de responsabilidade do proprietário e que este deverá ser identificado e notificado.

Os perigos

Os caramujos africanos são capazes de provocar doenças em humanos e animais domésticos. Também contaminam a água e devastam plantações. O contato com o caramujo também pode provocar problemas intestinais graves e até meningite.

O molusco costuma aparecer no período chuvoso e a melhor forma de preveni-lo é evitar o acúmulo de resíduos e restos de alimentos nos quintais e demais terrenos. A eliminação da forma correta deve ser feita por etapas. Primeiro, é necessário certificar-se de que se trata realmente de um caramujo africano: este tem a carapaça em forma pontiaguda e listrada.

Com as mãos protegidas (com saco plástico ou luva), o animal deve ser coletado, acondicionado em outro saco plástico, em seguida esmagado com uma pedra ou pedaço de madeira. Por fim um punhado de sal ou cal virgem deve ser colocado por cima do saco, que deve ser destinado à coleta de lixo.

Por Michelle Freitas

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