Dia a dia

Termo deve intensificar combate às queimadas

Nos próximos dias, um termo de cooperação que formaliza compromissos para o combate a queimadas e o desmatamento será firmado - foto: Gerson Freitas

Nos próximos dias, um termo de cooperação que formaliza compromissos para o combate a queimadas e o desmatamento será firmado – foto: Gerson Freitas

A falta de registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) dificulta a adoção de medidas preventivas às queimadas e ao desmatamento no interior do Amazonas. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Antônio Stroski, durante o Fórum Permanente de Secretários Municipais de Meio Ambiente.

Nos 62 municípios amazonenses, apenas 17% das propriedades são cadastradas. Para os secretários municipais, a identificação dos imóveis facilitará o combate aos focos de incêndio e reduzirá os altos índices de queimadas. Em janeiro deste ano, somente em Barcelos foram registrados 375 focos de incêndios.

Nos próximos dias, um termo de cooperação que formaliza compromissos para o combate a queimadas e o desmatamento será firmado, além de intensificar ações para o CAR, entre o Sistema de Meio Ambiente do Amazonas e as secretarias municipais de Meio Ambiente de todo o Estado. A medida é uma das ações preventivas de antecipação para o período de calor deste ano que, segundo previsões climáticas, deve ser intensificado pelo fenômeno El Niño.

De acordo com Stroski, a meta é cadastrar ainda este ano ao menos 70 mil imóveis rurais. Ele ressaltou que o CAR é uma medida que obtém resultados imediatos para redução do desmatamento e das queimadas, uma vez que a partir da conclusão do processo, os responsáveis pelas propriedades assumem o compromisso de não desmatar sem a anuência do órgão ambiental.

“O CAR é importante porque contém todo o referencial e análise de cada imóvel, de como está sendo feito o uso da área, quanto foi desmatada, como estão as áreas de preservação permanente e de como está a área de reserva legal. Estamos com índice baixo, de apenas 17% de adesão. Estamos elaborando materiais para informar a importância do cadastro”, salientou.

Os secretários de meio ambiente do interior que participaram do encontro concordaram que a ação reduzirá, além dos focos, os efeitos da estiagem, que em algumas regiões já afetam a população. Eles estimam que no segundo semestre deste ano a seca será mais severa.

Por Gerson Freitas

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