Economia

Terceirizados dispensados de construtora protestam por direitos não pagos

protesto-tech-casa foto: Asafe Augusto

O ato aconteceu na avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus – foto Asafe Augusto

Gritando palavras de ordem, um grupo de trabalhadores terceirizados de uma empresa da construção civil realizou, na manhã desta sexta-feira (13), um protesto contra a falta de pagamento dos direitos trabalhistas. O ato aconteceu na avenida Coronel Teixeira, na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus.

A rejuntadora Leticia Santos, 38, afirmou que, por conta de uma cobrança, feita há 30 dias, pela categoria, cerca de 90 trabalhadores terceirizados foram dispensados sem receber os benefícios trabalhistas.

De acordo com ela, os representantes da empresa já contrataram novos funcionários e teriam dito aos que foram demitidos que procurassem seus direitos na Justiça. “Nós queremos o nosso salário que está atrasado. Depois de um ano de empresa fomos dispensados. Não depositaram o meu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Já estamos há 30 dias dispensados e ninguém nos dá uma resposta”, disse.

Há cinco anos trabalhando para a construtora, o servente José Alvino, 37, afirmou que a empresa teria parcelado a rescisão dele em cinco vezes, no entanto, a primeira parcela, que seria depositada há quinze dias, ainda não foi paga. “Para alguns pagaram uma, e no meu caso não pagaram ainda. Fui procurar saber o que estava acontecendo, mas eles me mandaram procurar a Justiça”, disse o servente.

A rejuntadora de fachada Viviane Fonsceca, 29, afirmou que a empresa já informou aos trabalhadores dispensados que os direitos trabalhistas ainda não seriam pagos e não havia uma previsão.

O pintor Maximiano Pereira, 33, conta que os trabalhadores já estão procurando uma solução e na próxima semana será encaminhada uma demanda ao Ministério do Trabalho. Conforme Pereira, os trabalhadores não estão recebendo ajuda do sindicato que os representa.

Rebatendo a alegação de falta de apoio, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Cicero Custodio, afirmou que a entidade já esteve em contato com a construtora para a resolução do problema. No entanto, ele ressaltou que para o protesto desta sexta-feira a entidade não foi procurada pelos trabalhadores prejudicados.

Ao ser procurada pelo portal EM TEMPO, a equipe gestora da obra onde os terceirizados trabalhavam não quis se pronunciar sobre a situação.

Por Asafe Augusto

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