Economia

Terceirizados da Semsa realizam manifestação por salários atrasados nesta segunda

Eles reivindicam dois meses de salários atrasados, falta de pagamento do vale-transporte e irregularidades no fornecimento de almoço - foto: divulgação

Eles reivindicam dois meses de salários atrasados, falta de pagamento do vale-transporte e irregularidades no fornecimento de almoço – foto: divulgação

Funcionários da empresa D. Flores, terceirizada da Secretária Municipal de Saúde (Semsa), prometem realizar uma manifestação na tarde da próxima segunda-feira (12). Eles reivindicam dois meses de salários atrasados, falta de pagamento do vale-transporte e irregularidades no fornecimento de almoço. O ato ocorrerá em frente à empresa, localizada na rua Emílio Moreira, bairro da Praça 14, na Zona Sul de Manaus.

Segundo um dos organizadores do ato, Jander Auzier, a secretária fiscal da Semsa, que ele não soube informar o nome, comprovou que a pasta teria efetuado o repasse para a terceirizada pagar os funcionários.

“Estamos há dois meses com salários atrasados. Eles fornecem almoço quando querem. Nós pagamos o transporte do nosso próprio bolso. Como eles prestam serviço para órgão público, dizem que a prefeitura não repassa dinheiro à empresa. Já procuramos a Semsa e a secretária fiscal comprovou o repasse de R$ 244 mil, feito no último dia 28, entretanto, não estão nos pagando por que não querem”, afirmou Jander.

Conforme o funcionário, a empresa, além de fornecer serviços ao órgão da prefeitura, também abastece a distribuição de material de higiene aos prontos socorros estaduais, além de macas, atendentes e agentes de portaria.

Ainda de acordo com Jander, a empresa também estaria assinando a carteira dos funcionários em uma função que eles não exercem para pagar salários menores, caracterizando assim desvio de função.

“Eles assinam nossa carteira como auxiliar de serviços gerais e trabalhamos como agente de endemias. Fazem isso para pagarem apenas R$ 1.156 mensais aos funcionários, quando deveríamos estar recebendo R$ 1.800”, explicou Jander Auzier.

O funcionário informou ainda que, após inúmeras reclamações de funcionários, a Semsa cortou o contrato com a empresa.

A reportagem do EM TEMPO Online tentou entrar em contato com a empresa D. Flores pelo número XXXXX– 8556, mas não obteve resposta.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que já efetuou o pagamento para a referida empresa e vai cobra-la para que ela realize o pagamento dos funcionários, sob pena de penalidades no contrato.

Por João Paulo Oliveira

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