Dia a dia

Terceirizados da saúde contratados pela Salvare protestam contra salários atrasados

A manifestação aconteceu em frente à sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), na avenida André Araújo, bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus - foto: divulgação.

A manifestação aconteceu em frente à sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), na avenida André Araújo, bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus – foto: divulgação.

Funcionários da empresa Salvare Serviços Médicos LTDA., que presta serviço terceirizados à área de saúde do governo do Amazonas, paralisaram suas atividades na manhã desta segunda-feira (10), durante protesto em que reivindicavam o pagamento de salários atrasados.

A manifestação aconteceu em frente à sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), na avenida André Araújo, bairro Aleixo, zona Centro-Sul. Além do salário de setembro, os participantes cobravam vale transporte e horas extras, que não são pagos desde agosto.

A empresa Salvare está sobre a mira de investigações da Polícia Federal (PF) desde o último dia 20 de setembro, quando foi deflagrada a operação ‘Maus Caminhos’, que identificou um grande esquema de corrupção na saúde pública do Amazonas, por meio do Instituo Novos Caminhos (INC).

Segundo o motorista Nielson Castro, 25, desde que a empresa passou a fazer parte de investigações da Polícia Federal (PF), os funcionários não obtiveram nenhum um tipo de posicionamento oficial sobre o futuro de seus empregos. “Nosso ato não é para bagunçar e nem causar baderna, estamos apenas buscando uma resposta das autoridades competentes, pois a empresa até hoje não chamou sequer um funcionário para uma reunião. Não sabemos se vamos receber e nem se vamos continuar trabalhando”, informou.

Durante o protesto, os manifestantes participaram de uma reunião com a diretoria da Susam, que revelou estar fazendo um levantamento de todos os profissionais que trabalham em ambulâncias e hospitais. De acordo com Nielson, a decisão foi proferida pela Justiça, que solicitou que fosse feito um cadastramento de todos os servidores contratados pela Salvare.

“A Susam informou que vai procurar uma forma viável para nos pagar, mas não estipularam nenhum prazo. Disseram apenas que era para ficarmos despreocupados, que eles estão procurando uma forma legal para que possamos receber o nosso salário”, contou.

Ainda conforme os trabalhadores, todos irão aguardar essa semana e, caso não haja nenhum tipo de acordo, devem procurar a sede da PF em Manaus, onde será realizado um ato de protesto lotando o estacionamento do órgão com todos os veículos da empresa. “Essa deve ser a medida que será adotada pela categoria, pois precisamos de um posicionamento oficial. Chega dessa indecisão”, ressaltou o motorista da empresa, Nielson Castro.

Posicionamento da Salvare

Em nota divulgada no portal da Salvare, a empresa informa que está à disposição da Polícia Federal para eventuais esclarecimentos e que a Unidade Salvare Manaus encontra-se em pleno funcionamento, cumprindo seu dever na cobertura de plantões, tanto na rede pública quando na rede privada de saúde, além de manter as atividades de Home Care e remoções, conforme regem os contratos de prestação de serviço.

Protesto reuniu aprovados em concurso da Susam

Durante o protesto dos funcionários da Salvare, um grupo de pessoas aprovadas no último concurso da Susam reivindicou a contratação imediata e, assim, a substituição dos trabalhadores terceirizados concursados.

Aprovados no concurso da Susam em 2014, reivindicam a contratação imediata - foto: divulgação

Aprovados no concurso da Susam em 2014, reivindicam a contratação imediata – foto: divulgação

O servidor público Marco Silva, 33, disse que o governo fez um estudo de planejamento para lançar o concurso em 2014 e, com certeza, não faltava recursos para isto. “Você só se propõem a realizar um concurso quando você sabe que tem dinheiro suficiente para contratação imediata dos servidores. A Susam alega que não tem dinheiro para a contratação de todos os aprovados, mas todo mundo tá ciente que grana para o esquema de corrupção teve”, comentou.

Ainda de acordo com Marco, existe uma orientação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os aprovados dentro do número de vagas tenham direito líquido e certo à nomeação. “Essa decisão está sendo preterível a todos os aprovados e temos que ser nomeados imediatamente”, destacou Marco Silva.

Procurada pela equipe de reportagem do Portal EM TEMPO, a assessoria de comunicação da Susam ainda não se posicional sobre o caso.

Isac Sharlon
Portal EM TEMPO

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