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Terceirizados da Reman voltam a protestar contra salários e direitos atrasados

Eles bloquearam o portão de acesso à empresa, na Zona Sul de Manaus – foto: colaborar AET

Eles bloquearam o portão de acesso à empresa, na Zona Sul de Manaus – foto: colaborar AET

Pelo menos 500 empregados terceirizados da Refinaria de Manaus Isaac Sabbá (Reman) realizam protesto na manhã desta sexta-feira (13), cobrando o pagamento de direitos trabalhistas. Eles bloquearam o portão de acesso à empresa, na rua Rio Quixito, Vila Buriti, Zona Sul de Manaus.

O ato que teve início às 5h30min e só terminou por volta das 9h, quando os trabalhadores liberaram a entrada para os caminhões da Petrobrás.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Cícero Custódio, as reivindicações são as mesmas do protesto anterior, ocorrido na ultima terça-feira (10). “Além do pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), os trabalhadores cobram da Petrobras o pagamento de dois meses de salários atrasados e rota, que não está mais sendo disponibilizada para todos”, disse.

Custódio afirmou ainda que algumas empresas terceirizadas estão planejando declarar falência para que, segundo ele, não paguem os trabalhadores.

“Se decretarem falência não terão como pagar os direitos e isso é inadmissível. Pelo menos duas empresas já deram esses indícios”, afirmou Custódio ao ressaltar que, na próxima segunda-feira (16), a entrada da refinaria será bloqueada novamente, se Petrobras e as empresas terceirizadas não entrem em acordo com os trabalhadores.

No protesto desta sexta-feira, além do sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, outras entidades estavam envolvidas, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

A Petrobras confirma que houve manifestação de funcionários da empresa contratada Potencial em frente à Refinaria Isaac Sabbá (Reman). Em nota, a companhia esclareceu que está em dia com suas obrigações contratuais.

Por Asafe Augusto

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