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Terceirizados da Fundação Adriano Jorge protestam contra atraso de salários

Cerca de 100 profissionais, entre enfermeiras, técnicos de enfermagem, marqueteiros e serviços gerais participaram da manifestação - foto: divulgação

Cerca de 100 profissionais, entre enfermeiras, técnicos de enfermagem, marqueteiros e serviços gerais participaram da manifestação – foto: divulgação

Um grupo de trabalhadores terceirizados dos serviços de saúde pública protestou na manhã dessa segunda-feira (7) em frente à Fundação Hospital Adriano Jorge (Fhaj), na Cachoeirinha, Zona Sul, contra o atraso no pagamento de salários.

Cerca de 100 profissionais, entre enfermeiras, técnicos de enfermagem, maqueiros e serviços gerais participaram da manifestação, que teve início por volta de 7h. Munidos e cartazes e gritando palavras de ordem, eles pararam o transito por quase duas horas na avenida Carvalho Leal. Testemunhas no local disseram que a manifestação foi totalmente pacifica e apenas causou certo estresse para os motoristas que passavam no local.

A técnica de enfermagem Edneia Lima, 42, reclamou que o salario não é pago há dois meses. “Eu trabalho há mais de um ano no Adriano Jorge, estamos reivindicando o nosso decimo terceiro que está atrasado e o nosso salario que está atrasado, além de vale-transporte muitas das minhas colegas acabam faltando porque ficam sem dinheiro e sem vale-transporte. Fica muito difícil assim’’. comentou.

Edneia diz que as colegas protestam também sobre a constante mudança de nome na empresa onde trabalham. A empresa que já se chamou Tapajós e Medimagem, hoje passou a se chamar CPA, cujo significado, a técnica não soube informar. “É a mesma empresa, mas sempre muda de nome e agora mudou de endereço também’’, completou a técnica de enfermagem”.
A enfermeira Ana Sampaio, 30, comentou sobre a falta que esse salário faz, comprometendo tanto a vida pessoal quanto a profissional dos funcionários.

“Muitos não receberam o decime terceiro, que já é uma grande ajuda no orçamento”. O salario de janeiro e fevereiro também não. Tudo isso compromete o andamento de vários serviços que sobrecarregam os colegas. Alguns chegam a ficar com oito ou dez pacientes, devido a outro colega que não consegue vir para o trabalho. Muitos dos técnicos estão sendo despejados, pois não conseguem pagar sequer seu aluguel. Então, além de atrapalhar na vida profissional, acaba também prejudicando a vida pessoal também’’.

Ao fim do protesto, por volta de 9h, alguns funcionários tentaram voltar ao Adriano Jorge para retomar o trabalho, mas acabaram impedidos e levaram faltas.

“A enfermeira-chefe deixou uma ordem com a coordenadora impedindo a gente de voltar aos nossos plantões”. Alegou que não achou legal essa nossa manifestação’’, disse a técnica de enfermagem Elisania Felix.

Em comunicado, o advogado da Empresa CPA, Vangleys Vianna afirmou que todos os procedimentos estão sendo feitos para deixar os funcionários com os pagamentos em dia.

“Os pagamentos dos funcionários da CPA estão sendo efetuados desde a ultima sexta-feira (4)”. Ocorre que os trâmites bancários, às vezes, levam mais tempo que o previsto, porém, todos os esforços estão sendo feitos no sentido de regularizar a situação o mais breve possível’’, afirmou o advogado.

Em nota a direção da Fundação Hospital Adriano Jorge informou que “aguarda a liberação dos recursos, por parte da Secretaria Estadual de Fazenda, para a quitação de pagamentos pendentes com a prestadora de serviço”.

Por Daniel Prestes

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