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Terceirizados da alimentação no João Lúcio e Joãozinho protestam contra atraso em salários

Os manifestantes realizaram o protesto em frente as unidades hospitalares - foto: divulgação

Os manifestantes realizaram o protesto em frente ao João Lucio e Joãozinho – foto: divulgação

Um grupo de trabalhadores terceirizados da empresa ME Serviços Ltda., que prestam serviços alimentícios nos Hospitais João Lucio e Joãzinho, na Zona Leste de Manaus, realizaram uma paralisação na manhã desta segunda-feira (17), em frende às unidades, reivindicando o pagamento de salários atrasados.

De acordo com o diretor do Sindicato das Cozinhas Industriais e Restaurantes Coletivos e Hospitalares da Região Metropolitana, Antônio Alexandre, a empresa vem atrasando o pagamento mensalmente.

“Há seis meses nós estamos com essas dificuldades. A empresa está atrasando mensalmente o salário dos funcionários e esse não é único problema. Há 11 mesesm esses trabalhadores estão dentro dos hospitais sem a carteira assinada, sem ter recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e também não foi colocado no salário deles o piso da categoria, que teve um aumento de 10% em junho e até a agora a empresa não deu nenhuma satisfação”, falou o diretor do sindicato.

Ele disse ainda que quando procuram a empresa para saber sobre os atrasos dos salários, os representes informam que o governo do Estado não repassou o dinheiro.

“A única coisa que falam é que o governo não repassou o dinheiro e por isso não realizaram o pagamento. Esses trabalhadores estão com todas as suas contas atrasadas. Hoje é dia 17 do mês, o pagamento deveria ter saído no dia 30 do mês passado, mas até agora nada, só promessa”, disse Marcos Alexandre.

Para não prejudicar os pacientes dos hospitais, os trabalhadores deixaram dois funcionários preparando os alimentos, enquanto os outros realizaram a manifestação.

“Não queremos prejudicar os pacientes, essa não é a nossa intenção. Esses trabalhadores só querem o que é de direito deles. Nós deixamos duas pessoas trabalhado, para não prejudique os pacientes”, concluiu.

Em torno de 350 a 400 trabalhadores estão com os salários atrasados, segundo o diretor do sindicato.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do governo do Estado e aguarda o posicionamento do órgão sobre a situação apresentada pelos manifestantes.

Mara Magalhães
Portal EM TEMPO

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