Dia a dia

Tenente acusado de dar soco em mãe de aluno no colégio da PM-AM recebe apoio de pais que contestam versão

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Os pais defendem o comportamento do gestor do colégio e contestam versão dada por mãe de aluno que o acusa de agressão física – foto: Ione Moreno

Um grupo de pais de alunos do Colégio da Polícia Militar do Amazonas (CMPM-1), em Petrópolis, Zona Sul de Manaus, realizou na manhã desta sexta-feira (7) um ato em apoio ao tenente-coronel Cesar Gomes – gestor da escola –, acusado de agressão pela mãe de um aluno, a dona de casa Roberta Pinto, 35. Munidos de faixas e cartazes, os pais dos alunos contestaram a versão contada pela dona de casa, que alega ter recebido de Gomes um soco no rosto.

Uma das manifestantes e mãe de aluno da escola, Naira Monteiro, disse não acreditar na versão contada por Roberta. Segundo Naira, o tenente-coronel não estava na escola no momento da confusão. “Nós fizemos esse ato porque queremos o nosso direito de resposta. A gente quer que ouçam o lado de todos os pais. Meu filho estuda há 13 anos na escola. A nossa versão é em total apoio ao coronel Cesar Gomes. Ele é uma pessoa que jamais agrediria uma mãe e nem estava na escola quando isso aconteceu”, disse.

Conforme Naira, o filho da dona de casa já teria um histórico de mau comportamento na escola. Ele teria recebido suspensão por morder outro colega de sala. Ela disse ainda que os pais dos alunos da escola não acreditam na versão contada por Roberta e por isso se mobilizaram em uma página no Facebook para defender o coronel.

“O garoto que mordeu a colega de sala estava suspenso por ter mordido outra criança e tinha voltado a estudar no dia da confusão. Ele já tem todo um histórico, por isso a gente quer que o conselho tutelar seja acionado, porque essa criança é agressiva. Ele quase tirou um pedaço do braço da aluna. O tenente-coronel Cesar Gomes é uma pessoa de coração maravilhoso, de uma sensibilidade grande, ele só veio para somar. Ele melhorou essa escola em 100%”, comentou.

A mãe da criança mordida, Elizangela Guimarães, 35, também comentou não entender como a dona de casa teria sido agredida pelo tenente-coronel, pois segundo ela, o mesmo não se encontrava na escola no momento da confusão. “Eu perguntei da minha filha se o comandante da escola estava no momento da confusão e ela disse que não o viu. Eu acredito na versão dele por presenciar sua conduta diariamente. Ele é receptivo, educado e trata todos muito bem”, comentou.

Elizangela disse que chegou a registrar um Boletim de Ocorrência (BO) contra Roberta Pinto, por tentar agredir sua filha durante a confusão. Segundo ela, a criança ficou traumatizada após o episódio vivido na escola. “Fui intimada na escola para socorrer minha filha e na ligação eu já escutei os gritos do choro dela, muito nervosa. Meu marido foi na frente e eu fui depois. Perguntei dela o que tinha acontecido e ela disse que no intervalo o menino a mordeu. A minha filha conta que uma mulher gritou com ela e partiu para cima, mas foi impedida pelos funcionários da escola. Eu recebi minha filha na enfermaria porque ela estava machucada. A escola está dando todo apoio e atendimento psicológico para a minha filha porque ela ficou muito nervosa após a confusão”, relatou a mãe da aluna mordida.

Na defesa

O deputado estadual Cabo Maciel (PR) se pronunciou sobre o caso, nesta sexta, na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ele defendeu e disse não acreditar na versão de que o coronel César Gomes tenha praticado a agressão contra a mãe do aluno.

“O coronel César Gomes é alguém que sempre trabalhou no social e foi sempre muito humano nas suas ações, tendo conquistado o respeito das pessoas por seu perfil educado e por sempre tratar bem a todos”, argumentou o deputado. A confusão aconteceu na manhã de quinta-feira, quando a mãe foi chamada ao colégio para assinar a suspensão do filho, que é norma nos casos de infração disciplinar dos alunos”

Entenda a caso

A confusão envolvendo alunos do CMPM-1, ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), por volta das 8h. A dona de casa Roberta Pinto, disse ter sido agredida com um soco no rosto desferido pelo tenente-coronel Cesar Gomes. De acordo com a vítima, o fato aconteceu após o filho dela, uma criança de sete anos, que cursa o segundo ano do ensino fundamental, ter sido apontado pela direção da escola como sendo o possível autor de uma mordida na coleguinha de turma.

“Fui intimada pela direção da escola a participar de uma reunião. Quando cheguei no local soube da confusão envolvendo meu filho e a colega dele de turma. Em nenhum momento eles se propuseram a ouvir a versão do meu filho. Eu sempre pedindo para eles ouvirem os dois lados, mas isso não aconteceu, foi quando eu comecei a ser agredida”, contou.

Ainda de acordo com a vítima, durante a reunião o diretor da escola, na companhia de mais dois policiais militares, trancou a porta da sala e na sequência, os militares começaram a gritar no intuito de intimidá-la. “Eles ficavam gritando ‘aqui é polícia, você tem que respeitar’. Um deles, o soldado Paulo Sérgio, chegou a apontar o dedo no meu rosto. Já o outro agente, uma policial militar, quando percebeu que eu estava gravando tudo com o celular, partiu para cima de mim e começou a me empurrar até conseguir tirar o aparelho das minhas mãos”, revelou.

Em nota a PM informou que está acompanhando o incidente e destacou que “a mãe do aluno desacatou, agrediu e insultou funcionários da instituição depois que foi acionada para responder pelo mau comportamento que seu filho praticou em sala de aula”. Por fim, a instituição revelou que o aluno será submetido a medidas disciplinares e ficará suspenso por dois dias.

Michelle Freitas
Jornal EM TEMPO

4 Comments

4 Comments

  1. Danielle Reis

    7 de outubro de 2016 at 23:04

    Um absurdo. Tá explicado pq a criança tem um comportamento como esse, tem um exemplo péssimo em casa. Quanto ao Coronel, o mesmo é um ótimo gestor, que sempre trata a todos com demasiado respeito, atenção e ética. Esse aluno tem que ser transferido e essa mãe, responder pelo desacato e danos à aluna mordida e à escola.

  2. Orlandino Lopes

    7 de outubro de 2016 at 18:51

    Esse Deputado Cabo Marciel deveria estar procurando resolver a falta de MEDICAMENTOS para os IDOSOS que
    O
    está um CAOS. E não defendendo o Tenente que deu um murro no rosto de uma senhora.Tu foi eleito para defender o POVO.

  3. Raimundo

    7 de outubro de 2016 at 18:30

    Tem muito responsável de criança que pensa que escola Militar é igual a Escola estadual. Se fosse numa escola pública civil,o gestor já teria sido punido.

  4. Mai Boi

    7 de outubro de 2016 at 17:56

    Aposto que aquela mãe estava na época “daqueles dias” dela. Com certeza absoluta e nem soube administrar…….

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