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Temperatura no Amazonas deve aumentar em até 5% nos próximos 25 anos, aponta estudo

Diretamente ligada à mudança de clima, os focos de queimadas vêm deixando o Amazonas em uma situação desconfortável - foto: divulgação/Ipaam

Diretamente ligada à mudança de clima, os focos de queimadas vêm deixando o Amazonas em uma situação desconfortável – foto: divulgação/Ipaam

Novas projeções de clima revelam que no período de 2041 a 2070, o Amazonas terá um aumento de até 5º C, na temperatura, principalmente na região metropolitana de Manaus. A análise da pesquisa do projeto Vulnerabilidade à Mudança de Clima, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ministério do Meio Ambiente, foi apresentado nesta terça-feira (14) e aponta ainda que pode haver redução de precipitação para algumas regiões do estado.

A doutoranda responsável pela pesquisa realizada no Amazonas, Júlia Menezes, explicou que a tendência é de que a mudança climática se agrave pelos próximos anos. Júlia destacou que esse é o momento de a população adotar uma postura para tentar reverter ou se adaptar a esse quadro.

“A projeção mostra o aumento da temperatura em todo o Amazonas. Em relação às chuvas, algumas regiões do Estado, como o Nordeste e Sul podem apresentar uma redução intensa dessas precipitações. Essas previsões não são homogêneas, depende das características de cada localidade”, explicou.

A pesquisadora destacou que, em relação aos municípios do Amazonas mais castigados com a mudança do clima, a situação é bastante variável. É preciso analisar as características do presente que se associam com os componentes futuros, onde criam o cenário de clima, que influenciam a vulnerabilidade de um município para outro.

“Os municípios que podem estar dentro do contexto geral e apresentar maior vulnerabilidade no presente e a mudança do clima no futuro, são por exemplo, o Carreiro da Várzea, por estar localizado na região metropolitana. Já na região Sul, as cidades de Lábrea e Canutama, são os mais vulneráveis. Já as demais localidades que não estão imunes a essa situação, se enquadram na situação de vulnerabilidade intermediaria ou menor”.

Sobre os impactos provocados pelas alterações climáticas, nos fenômenos de cheia e vazante dos rios do estado, Júlia ressaltou que quando se fala de mudança do clima, é impossível não relacionar a mudanças no ciclo hidroviário.

Queimadas

Diretamente ligada à mudança de clima, os focos de queimadas vêm deixando o Amazonas em uma situação desconfortável. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam que de janeiro até esta quarta, o estado já registrava 8.055 mil focos de incêndios. Devido a está situação, o Amazonas ocupa agora a terceira posição entre as regiões com maior número de focos em 2016. O balanço da série histórica mostra ainda que, em 2015, o estado registrou pouco mais de 15 mil focos de incêndios, sendo o pior ano desde o início dos registros, em 1998.

Por Gerson Freitas

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