Política

Temer quer ouvir PMDB antes de comentar pacote de ajuste fiscal

O vice-presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (16) à reportagem que quer ouvir o seu partido, o PMDB, antes de se manifestar publicamente sobre o pacote fiscal anunciado pela presidente Dilma Rousseff na segunda-feira (14).

“Só falo disso no Brasil. Vamos esperar eu voltar e ouvir o PMDB, examinar o quadro geral”, respondeu Temer, rapidamente, ao chegar ao hotel onde está hospedado em Varsóvia (Polônia).

O vice-presidente não respondeu à pergunta da reportagem sobre estar ou não otimista com a aprovação das propostas no Congresso.

Temer está em Varsóvia para compromissos com autoridades polonesas nesta quinta-feira (17), entre elas a primeira-ministra Ewa Kopacz. Desembarcou na Polônia depois de visita a Moscou, na Rússia.

Ministros que o acompanham na comitiva relatam que ele, agora fora da articulação política do governo, buscará atuar em nome do partido em relação ao pacote, afinando o discurso da legenda no Congresso.

Temer foi avisado por telefone por Dilma sobre os detalhes das medidas e estaria contrariado com alguns pontos. A principal reclamação que tem ouvido dos colegas de PMDB é a elevação da carga tributária. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou que a recriação da CPMF, por exemplo, é improvável de ser aprovada neste ano.

Acompanhando Temer na viagem, o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, pediu “sensibilidade política” do governo na negociação no Congresso. “O corte e o aumento de impostos terão uma relação inversamente proporcional, quanto maior o corte, menor o aumento nos impostos, quanto menor o corte, maior o aumento de impostos. Aí o governo terá que ter sensibilidade política para ver onde é mais fácil transitar”, disse.

Padilha saiu em defesa de sua pasta ao comentar a extinção de alguns ministérios como parte deste ajuste, incluindo o seu, que seria integrado, segundo especula-se, ao Ministério dos Transportes. Uma possibilidade cogitada pelo ministro é juntá-la a outra secretaria no caso, o PMDB defenderia uma união à Secretaria dos Portos.

“O que tenho bradado aos quatro ventos é que a aviação civil é um ‘case’ de sucesso na administração pública brasileira. Tem que haver uma reflexão se é conveniente fazer um agrupamento ou se é mais importante ficar com alguma autonomia, quem sabe unindo apenas duas secretarias”, disse o ministro.

 

Por Folhapress

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