Economia

Temer pode recuar na Previdência se tiver contrapartida

Depois de prometer enviar sua proposta de reforma da Previdência Social antes da eleição municipal, o presidente Michel Temer, pressionado por aliados e assessores, pode recuar e transferir o encaminhamento da medida ao Congresso Nacional apenas para o final do ano.

A decisão será tomada no seu retorno da China, quando ele promete acatar o pedido dos aliados desde que sua base aliada dê em contrapartida um compromisso de cumprir prazos e até acelerar alguns na tramitação da reforma no Legislativo.

Temer chega nesta terça-feira (6) de sua primeira viagem internacional já na condição de presidente definitivo e irá reunir assessores e aliados para discutir a proposta de adiar o envio da reforma da Previdência. O receio de sua base aliada é com os ataques que a medida irá despertar durante o período eleitoral.

Assessores dizem que de pouco adiantará encaminhar a reforma ainda em setembro, porque o Congresso, em ritmo de recesso branco praticamente durante quase todo período das eleições, não irá analisar o assunto nesta fase.

Seria uma medida apenas para sinalizar ao mercado sua disposição de votar a reforma, alegam assessores. Este, porém, também é o mesmo argumento utilizado por quem defende o envio desde já, como a equipe econômica, para demonstrar que o governo não tem medida impopular.

Reservadamente, a equipe de Temer avalia que ele errou ao prometer encaminhar a reforma antes das eleições diante das pressões que estavam sendo feitas pelo mercado. Inicialmente, já estava quase certo que a reforma da Previdência ficaria para depois do período eleitoral, durante o qual o Congresso buscaria iniciar a tramitação da criação do teto dos gastos públicos.

Temer, porém, quis dar uma resposta política de que, na condição de efetivo, mudaria de estilo e enviaria a proposta da reforma da Previdência ao Congresso. Internamente, já havia até uma data marcada para o envio da medida, no dia 20 de setembro.

Agora, a decisão será tomada nos próximos dias. A tendência, a prevalecer a avaliação política, é que o encaminhamento da reforma previdenciária fique mesmo para novembro, após a eleição municipal.

Por Folhapress

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