Política

Temer nega ansiedade na reta final do impeachment: “Agora é esperar”

Chegando à fase final do processo de impeachment, o presidente interino, Michel Temer, afirmou nesta quarta-feira (24) que aguarda o resultado com tranquilidade e que tem a confiança de que terá o número mínimo de votos para continuar à frente do Palácio do Planalto.

Perguntado sobre quantos votos o governo terá, ele evitou polemizar e respondeu o quantitativo mínimo necessário para que seja confirmado o afastamento definitivo de Dilma Rousseff. “Cinquenta e quatro”, disse o presidente interino.

Na saída de cerimônia para lançamento de medidas para o agronegócio, o peemedebista foi questionado sobre a expectativa para a etapa final, que começará nesta quinta-feira (25) no Senado. Temer negou estar ansioso: “Não. Agora é esperar com tranquilidade”, respondeu.

A expectativa do Palácio do Planalto, no entanto, é obter um montante bem, com cerca de 63 votos pelo impeachment. Para atingir o placar, o Palácio do Planalto tem trabalhado para conseguir o apoio do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL) e dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Elmano Férrer (PTB-PI).

O primeiro não votou e os dois últimos se posicionaram contra o afastamento da petista durante a etapa da pronúncia.

O Planalto tem tentado convencer Renan a declarar publicamente que está com o governo interino na fase final. Com esse objetivo, Temer vem fazendo acenos de aproximação. Nesse sentido, convidou Renan para participar do encerramento da Olimpíada do Rio de Janeiro e da reunião do G-20, nos dias 4 e 5 de setembro na China.

Nos bastidores, contudo, o presidente do Senado já indicou que pretende manter a postura de neutralidade, o que irritou assessores e auxiliares presidenciais.

Na tentativa de evitar recuos de última hora, Temer também iniciou ofensiva sobre senadores do Norte e Nordeste.

Como as regiões do país são consideradas os principais redutos eleitorais petistas no país, o receio do Palácio do Planalto é que os parlamentares sofram pressões de suas bases eleitorais para votar favoravelmente à presidente afastada.

Além disso, a preocupação é que o discurso emotivo programado pela petista para a próxima segunda-feira (29), no Senado Federal, possa virar votos na fase final e, assim, enfraquecer o apoio ao peemedebista que busca legitimidade popular para seguir à frente do Palácio do Planalto.

Por Folhapress

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