Política

Temas importantes estão na pauta da prefeitura

Prefeito em exercício durante um período de 30 dias, Marcos Rotta (PMDB) vai enfrentar assuntos em evidência, como a alternativa para o troco no transporte público – Divulgação

À frente da Prefeitura de Manaus até o dia 8 de abril, o prefeito em exercício Marcos Rotta (PMDB) terá de enfrentar ao longo deste período temas importantes para a cidade, como os pormenores que envolvem a obrigatoriedade do troco no transporte coletivo e a abertura de processo licitatório para a reforma de abrigos de paradas de ônibus. O prefeito Arthur Neto (PSDB) entrou de licença na última quinta-feira (9), para se preparar para a cirurgia de câncer de próstata, realizada nesta terça-feira (14). 

Ao falar sobre o procedimento, Rotta disse que conversou ontem com a primeira-dama, Elisabeth Valeiko, que o informou sobre o sucesso da operação. “Também falei com o prefeito e ele estava muito esperançoso e confiante. Ele deve ficar no quarto para recuperação e em seguida ir para outro quarto comum, onde deve ficar por um período de, aproximadamente, cinco dias”, adiantou. “Mantemos contato diário, principalmente nesta fase delicada”, acrescentou.

Arthur se internou, ontem, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de neoplasia localizada da próstata e foi submetido à prostatectomia radical. A intervenção durou uma hora e 50 minutos e transcorreu sem anormalidade, tanto do ponto de vista anestésico quanto cirúrgico. Com o êxito no procedimento, nenhum tratamento adicional será necessário.

Na última quinta-feira, quando anunciou o início da licença por 30 dias, Arthur delegou o comando da cidade para Rotta, com todas as prerrogativas da responsabilidade. “Vou avançar dentro das minhas limitações e das questões em que posso decidir. Quando não houver aprofundamento do assunto, irei analisar e propor sugestões para quando o prefeito voltar de licença, apenas definir quais alternativas levantadas por mim poderão se enquadrar melhor em determinados problemas da cidade”, explicou Rotta.

E um dos temas que estão em evidência na cidade são os pormenores que envolvem a nova tarifa de transporte público, que está em R$ 3,80 e que necessita de uma solução na questão do troco aos passageiros. Sobre a questão, Rotta destaca ter determinado que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) apresente uma solução até depois de amanhã. “Eles podem criar uma moeda alternativa, um vale, ou permitir a catraca livre, caso não haja troco, mas preciso de uma solução”, disse.

Ainda sobre mobilidade urbana, ele informou que vai exigir a chegada de 300 ônibus novos, com portas à esquerda e propor, gradativamente, a migração dos coletivos que trafegam à direita passem utilizar a faixa da esquerda.

Outro assunto que está sob a responsabilidade de Rotta é a abertura do processo licitatório das reformas das paradas de ônibus, que envolve reforma e construção de abrigos de paradas de ônibus. “Hoje, o usuário fica refém da própria sorte, se chover, fica na chuva; se fizer sol, fica no sol”. Na pauta de assuntos já solucionados está o acordo firmado com a prefeitura, o Sinetram e os rodoviários. “Resolvemos o impasse que existia, com ajustes e melhorias salariais. Construímos a paz dentro do sistema. Queremos melhorar o transporte público para o usuário, já que as garantias dos rodoviários e do Sinetram já foram cumpridas”.

Compromissos

Na tarde de ontem, Rotta visou o aterro sanitário de Manaus, para verificar as condições do local e compor alternativas para evitar situações problemáticas na área. Para propor melhorias às feiras fixas e volantes, ele fará um estudo junto a Secretaria Municipal Extraordinária (Semex). “Vamos destravar os problemas existentes e elencar duas ou três soluções, para quando o prefeito retornar de licença possa escolher o que é melhor para Manaus”.

Questionado sobre o projeto em tramitação na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que prevê a redução no valor da tarifa de transporte para R$ 3,30, ele garante que já houve uma tentativa para viabilizar o decréscimo, mas sem sucesso por conta da regressão do governo em assumir o subsídio.

“O prefeito não tem satisfação de aumentar a tarifa, mas precisamos respeitar a independência da Câmara”, observou.

Fabiane Morais
EM TEMPO

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