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Telenovela egípcia inova com ‘mocinha’ judia

Com a chegada do mês sagrado de Ramadã, que começou em 18 de junho, chegam também às casas ao redor do Oriente Médio as tradicionais telenovelas produzidas especificamente para este período.

Muçulmanos jejuam entre o nascer e o pôr do sol até meados de julho e modificam assim a sua rotina. A refeição que encerra o jejum costuma ser feita em família. Os dramas televisivos não estão exatamente descritos nos textos sagrados do islã, mas fazem parte do ritual.

Algumas das novelas de Ramadã se tornaram célebres por retratar judeus como vilões. Segundo o jornal ‘Times of Israel’, uma produção em 2002 causou incidente diplomático entre Egito e Israel e crítica americana.

Daí a surpresa com a notícia da estreia da novela egípcia ‘Haret al-Yahud’ (o bairro judaico), que conta a história de amor entre um soldado muçulmano e uma mulher judia. O contexto histórico é a tensão regional após a criação do Estado de Israel, com enredo na década de 1950.

Segundo Madhat al-Adl, o autor, a novela tenta recriar um período em que religiões coexistiam em paz no Cairo. A um diário egípcio ele afirmou que, “quando havia coexistência, o Egito era ótimo”.

Mas o drama ‘Haret al-Yahud’ não é exatamente sobre a coexistência, e tampouco pode ser visto como alheio ao contexto atual. No seu enredo, o vilão é a Irmandade Muçulmana, perseguida no país desde o golpe que levou Abdel Fattah al-Sisi ao poder em 2013.

Segundo a tradição islâmica, o Alcorão – seu livro sagrado – foi revelado durante o mês de Ramadã. O jejum nesse período é um dos pilares da religião.

Por Folhapress

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