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Tecnologia amazonense transforma casca de frutas e vísceras de peixe em gás para cozinha

O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) - foto: divulgação

O projeto foi desenvolvido pela equipe técnica do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) – foto: divulgação

Uma nova tecnologia, chamada de biodigestor, é capaz de transformar biomassas da região amazônica, como cascas de frutas, dejetos orgânicos e vísceras de peixes, em gás para cozinha. O projeto foi apresentado na sede da Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Ciama) pela equipe técnica responsável vinda do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

O protótipo de biodigestor foi testado em Novo Airão, (município distante 180 quilômetros da Capital) e foi destaque em São Paulo, tendo ênfase na utilização de biomassa existente em nosso estado como o caroço do açaí, casca de banana, castanha do Amazonas e o cupuaçu. A princípio o objetivo era de atender as famílias das comunidades ribeirinhas daquela cidade, substituindo o Gás Liquefeito do Petróleo (GLP do botijão) por essa biomassa.

O responsável pelo projeto, o professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Johnson Pontes de Moura, afirmou que “Em vez de gastar R$45/R$50 com o botijão, essa família vai produzir o próprio gás do que seria resíduo, ou seja, cascas das frutas regionais, dejetos orgânicos e vísceras de peixes, junto com capim elefante, que possui alto poder calorífico”, disse.

O projeto que recebe o nome de “Estudo de aproveitamento de Biomassas da Amazônia para produção de Biogás em substituição ao GLP”, foi aprovado pelo CNPQ. Além de Novo Airão, ainda está comtemplado no projeto o município de Maués (distante 356 quilômetros de Manaus).

Johnson explicou que “O botijão fica ligado no reator anaeróbico, conhecido como biodigestor e com tempo de retenção de 28 dias e atende 20 famílias ribeirinhas. Ou seja, colocam-se as cascas de frutas com capim elefante, matéria-prima para o biogás, na presença de micro-organismos. Depois de 28 dias você produz esse gás, num fogão de duas bocas. Como resultado, ele irá substituir o gás liquefeito de petróleo, que é uma energia não renovável, por uma energia limpa,” afirmou.

 

Biodigestor foi protótipo em Novo Airão - foto: divulgação

Biodigestor foi protótipo em Novo Airão – foto: divulgação

A Prefeitura Municipal de Marãa, por meio do prefeito Cícero Lopes da Silva, mostrou interesse nessa nova tecnologia e estuda a possibilidade de ser um dos primeiros a instalar nas comunidades isoladas de seu município.

O diretor presidente da Ciama, Aluizio Barbosa, declarou que, “É importância de socializar esse projeto para as demais prefeituras municipais que enfrentam dificuldades logísticas e de transporte, pois poderá gerar desenvolvimento de forma sustentável e social às regiões mais distantes,” concluiu.

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