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Tecnologia a serviço do crime: durante revista no Compaj, PF encontra notebook com mais de 200 mil nomes da FDN

A ação faz parte da operação ‘La Muralla’, deflagrada pela PF na última sexta-feira (20) - Foto: divulgação

A ação faz parte da operação ‘La Muralla’, deflagrada pela PF na última sexta-feira (20) – Foto: divulgação

Após revista realizada na manhã desta quinta-feira (26), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), quilometro 8 da BR-174, policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal encontraram um notebook, roteadores de Internet e celulares, entre outros objetos.

A vistoria foi realizada no pavilhão 2 do regime fechado do Compaj. Os materiais foram encontrados no telhado do pavilhão da unidade.

De acordo com Polícia Federal, no notebook aprendido, foram encontrados nomes dos mais de 200 mil integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN), todos com os números de cadastro conforme exige o estatuto da facção, além de um mapa com todas as ruas e bairros de Manaus que são dominados pela FDN.

No local também foram apreendidas copias de documentos com os regulamentos da facção. Em umas das conversas telefônicas interceptadas pela PF, José Roberto Fernandes – o ‘Zé Roberto’ – se exalta ao falar que comanda uma facção com mais de 200 mil integrantes.

Conforme as investigações da Polícia Federal, o crime organizado era comandado de dentro dos presídios da capital. Mesmo presos, os líderes da facção ordenavam as execuções e roubos cometidos na cidade.

A ação faz parte da operação ‘La Muralla’, deflagrada pela PF na última sexta-feira (20), onde foram cumpridos 127 mandados de prisões no Amazonas e em outros estados do país, além de outros países como o Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Durante a operação,  ‘Zé Roberto’, que cumpria pena no regime fechado do Compaj, foi transferido para um presido federal, no estado do Paraná (PR).

Segundo a polícia, a organização criminosa tinha uma estrutura gigantesca, e foi essa estrutura que fez a FDN controlar os presídios de Manaus e dominar o tráfico na região, o que lhe rendia milhões.

Foragido

O narcotraficante e um dos líderes da FDN João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, que era um dos principais alvo da  ‘La Muralla’, continua foragido, entretanto, a Polícia Federal relatou que agentes da Interpol, na Venezuela, estão cada vez mais próximos de prender criminoso.

Ele está sendo procurado há mais de um ano pelo envolvimento na morte do delegado da Polícia Civil Oscar Cardoso.

‘João Branco’, que fugiu pela porta da frente do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em março de 2014, se refugiou em terras venezuelanas e de lá tem comandado o tráfico de drogas no Estado Amazonas.

Por Mara Magalhães

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