Dia a dia

Técnicos de saúde e vigilantes protestam em frente ao João Lúcio contra salários atrasados

A ação começou por volta das 7h e se estendeu até às 10h - fotos e vídeo: Luis Henrique Oliveira

A ação começou por volta das 7h e se estendeu até às 10h – fotos e vídeo: Luis Henrique Oliveira

Um grupo de, aproximadamente, 30 funcionários das empresas terceirizadas ‘Total Saúde’ e ‘Salvare’, que prestam serviços ao governo do Amazonas, por meio do Instituto Novos Caminhos, – investigado na ‘Operação Maus Caminhos’ – realizou manifestação na manhã desta quinta-feira (6), em frente ao hospital João Lúcio, São José 1, Zona Leste, cobrando seus direitos.

Com palavras e ordem e cartazes exigindo ‘respeito’, os profissionais, incluindo vigilantes e técnicos de enfermagem, que trabalham em carga horária em regime de plantão de 12 horas, reivindicam o pagamento de três meses de salários atrasados, além do pagamento de horas extras e férias.

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A ação começou por volta das 7h e se estendeu até às 10h. Parte da principal via em frente ao hospital (bairro/centro) foi parcialmente ocupada pelos trabalhadores.

Na ocasião, os manifestantes revelaram à equipe de reportagem que, durante o ato de protesto, foram convidados a comparecerem à sala da diretoria do hospital João Lúcio para conversar sobre um possível acordo, porém, recusaram-se a aceitar o convite.

“Se ela quiser realmente tentar um acordo, deve vir aqui na porta do hospital, onde estamos concentrados, e ouvir nossas reivindicações, pois estamos lutando por um direito que é nosso”, declarou uma técnica de enfermagem que preferiu não ter o nome relevado.

Os profissionais informam que estão trabalham como ‘voluntários’ na unidade hospitalar, mas isso não pode continuar, pois todos precisam receber os salários para custear o sustento da família. De acordo com a técnica de enfermagem Lana Campelo, 21, contratada pela empresa Total Saúde, não há mais condições para comparecer ao local de trabalho, pois falta dinheiro até para o vale transporte.

Participam, ainda, servidores terceirizados da empresa Vigilância e Segurança da Amazônia (Visam). De acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes de Manaus (Sindvam), delegado de federação Ângelo André, 35, o ato é uma forma de chamar atenção das autoridades competentes para que tomem consciência do que está acontecendo com a categoria.
“Estamos cobrando um direito nosso. São três meses de salários atrasados, inclusive sem vale transporte. Muitos desses trabalhadores dependem apenas desses salários para custear os gastos da família”, afirmou.

Ainda segundo Ângelo, a paralisação envolve agentes de vigilância que atuam na saúde, educação e esporte.

Participam profissionais que prestam serviço em hospitais, como o João Lúcio e Adriano Jorge; instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual do Amazonas (UEA); e diretamente para a Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) cuidando da segurança do estádio de futebol Ismael Benigno (Colina), no bairro São Raimundo, Zona Oeste.

Aa assessoria de comunicação do governo do Amazonas se pronunciou sobre o caso apenas no final da tarde. Por meio de nota, informou que os técnicos de enfermagem do João Lúcio fazem parte de uma empresa que está com as contas bloqueadas pela justiça. Segundo a nota, a Susam está trabalhando junto aos órgãos judiciais competentes para encontrar uma forma legal de realizar os pagamentos pelos serviços prestados pelos servidores dessa empresa.

Com relação aos vigilantes, a nota informa que ocorreu um problema pontual mas que está trabalhando para agilizar os pagamentos o mais breve possível.

Portal EM TEMPO
Colaborou Luis Henrique Oliveira

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