Dia a dia

Técnico-administrativos da Educação promovem paralisação e indicativo de greve na próxima terça na Ufam

Em assembleia geral ordinária realizada terça-feira (18), pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), os técnico-administrativos em educação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovaram a paralisação das atividades no próximo dia 25 de outubro. O objetivo é mobilizar os servidores sobre as consequências que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 pode afetar para a categoria, caso seja aprovada.

Durante reunião, ainda ficou acordado o indicativo de deflagração de greve por tempo indeterminado e a realização de uma assembleia, no dia 25 de outubro, para decidir sobre essa questão. A mobilização está marcada para acontecer a partir das 9h, no Bosque da Resistência, na entrada do Campus Universitário, da Ufam, localizada na Avenida General Rodrigo Otávio, Coroado I, Zona Leste de Manaus.

Uma das coordenadoras do Sintesam, Ana Grijó dos Santos explica que o movimento é nacional, com orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Essa é a terceira paralisação que os servidores fizeram, as primeiras foram dia 22 e 29 de setembro.

“As nossas paralisações não são de reivindicação, mas de um movimento nacional que busca impedir a votação e aprovação da PEC 241, que pode trazer prejuízos para a categoria com o congelamento dos investimentos para a área”, disse Grijó.

De acordo com o coordenador de comunicação do Sintesam, Ronaldo Vitoriano Bastos, na greve de 2015, foi realizado um acordo que abrange a questão do salário e outros benefícios para os servidores, mas com a PEC, os ajustes podem ser invalidados.

“Com o movimento, queremos garantir que os acordos que estão em Lei, sejam cumpridos em janeiro de 2017, quando é realizado o pagamento da última parcela dos salários e ganhos que foram parcelados na época”, explicou.

PEC 241

O Projeto de Emenda Constitucional 241 faz parte do pacote de medidas do governo federal que estabelece cortes orçamentários, a reforma da previdência e a desregulamentação e precarização dos direitos trabalhistas.

Segundo a Sintesam, a PEC impõe o limite da despesa pública o que representa o congelamento dos gastos por 20 anos e o corte dos investimentos públicos em áreas como saúde, educação e segurança, que podem acarretar em graves deficiências de atendimento à sociedade.

Manoela Moura
Portal EM TEMPO

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