Economia

Taxistas querem barrar aplicativos como Uber e carona fácil em Manaus

Com uma frota de 4.021 táxis cadastrados na capital amazonense, taxistas querem barrar o uso de aplicativos como o Ubber e Carona Fácil, em Manaus. Eles alegam que as tecnologias são aliadas da clandestinidade das vans e dos táxis lotações.

Os taxistas alegam que, além da falta de fiscalização por parte dos órgãos públicos, os aplicativos são as principais causas que atingem a categoria, com grande impacto no bolso dos motoristas. “Em média, o taxista perde 50% da renda normal com todos esses empecilhos, que poderiam ser resolvidos por nossos governantes”, afirmou o presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado do Amazonas (Sindtaxi) Luiz Augusto.

Ele se queixa que o governo municipal e estadual tratam a categoria com omissão. Ele ressaltou que a falta de fiscalização é o maior descaso para os taxistas. “A clandestinidade imperou na capital porque não tem fiscalização. Qualquer um, hoje, pode fazer lotação” afirmou Augusto.

Segundo o presidente do Sindtaxi, a falta de um combate maior contra a clandestinidade afeta diretamente o bolso do taxista que em média ganhava com suas corridas normais de semana – de 8 horas -, e lhe rende por mês aproximadamente R$ 1, 6 mil. Conforme Augusto, nos dias atuais o mesmo taxista se quiser ter essa mesma renda mensal para pagar a prestação do carro e o aluguel da placa, tem que trabalhar mais de 12 horas, ou seja, ampliar a carga horária de trabalho para poder honrar suas contas.

Preocupação

De acordo com Augusto, a maior preocupação para a categoria, já que o Amazonas vai sediar as Olimpíadas de 2016, são as restrições, pois segundo ele, durante o vento da Copa 2014, os táxis, foram impedidos de atuar em determinados perímetros e não podiam se aproximar da Arena da Amazônia, onde aconteceram os principiais jogos. “Se essas restrições forem mantidas, a categoria sentirá no bolso”, disse.

Leis em tramitação

Tramitam na Câmara Municipal de Manaus (CMM) dois projetos de lei sobre o tema.

O PL 220/2015, de autoria do vereador Felipe Souza (PTN), pede a proibição do uso de aplicativos para celular que ofereçam o serviço de carona remunerada em carros particulares na capital. A proposta cria normas para que os aplicativos sejam utilizados pelos taxistas regulamentados pelo Poder Executivo Municipal.

Segundo Souza, a proibição é necessária por uma questão de segurança. “É arriscado a população fazer uso desse tipo de serviço que não há registro do motorista. Os taxistas que são cadastrados e regulamentados já apresentam certo risco, imagina os que fazem parte desses aplicativos”, argumentou o parlamentar.

Por Mairkon Castro

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